Manuel Marinho Vamos lá de falar de coisas sérias! Flexitrab - empresa de Trabalho temporário, Lda., com sede no Funchal, chamou-me para uma ação de formação profissional na área da promoção e comercialização de produtos e serviços do Grupo PT, esta com início a 13 de Fevereiro e teria a duração de 18 dias, com uma carga horária de 4 horas e desenvolvendo-se no período das 18h e as 22h, sendo retribuído, uma bolsa de formação no valor 2,60 euros ou seja 10,40 euros ao dia. Não seria atribuída ao formando no caso de suspensão do mesmo, e quando não obtivesse o bom aproveitamento no final. O que é certo é que suspenderam a minha formação ao fim de 10 dias de um bom aproveitamento, até porque durante os dias estive na formação, no horário das 10h às 22h30, só com uma paragem para almoço, e como se não bastasse teria que ir ao sábado e até aos domingos. Por discordar resolvi telefonar para a empresa que me contratou a saber se era certo. Esta dizia que não sabia... o cordenador dos comerciais vendedores soube, e logo de seguida deu-me a conhecer que estava fora do grupo, por tirar a formação ao domingo, sem ter dias de descanso. Isto tudo se passa na maior empresa de Portugal... Quando um formando é forçado a trabalhar tanto, e sem razões, tem um mau aproveitamento e como não têm argumentos é mandado para casa. Isto é feito para competir com a concorrência, que ainda é bem vista. Bendita Zon Madeira... Quando virem um anúncio no Jornal da Madeira no quadro oferece-se emprego VENDEDOR ao DOMICÍLIO, é preciso ter cuidado, pois nem tudo que eles falam é verdade. O que mais me preocupa é que há várias empresas de Trabalho Temporário que procuram vários pretendentes todos os meses para a mesma formação e depois não conseguem dar soluções para estes casos... Dizem eles que é um investimento em nós formandos! Só se for para usar e abusar da boa vontade. Qualquer dia temos que pagar. Neste século tudo mudou! e vai continuar a mudar... mas nem tanto assim. O grande aproveitamento que terei desta formação foi ter o conhecimento de clientes muito insatisfeitos a quererem desistir e não poderem. Existem clientes a pagar dois contratos de televisão na mesma factura. É a lei da vida: ganha o rico para tirar sempre ao pobre desgraçado que ainda está desempregado...