Sérgio Potier A democracia não é o menos mau dos regimes políticos como afirmava Churchill. Pelo contrário, actualmente há quem diga que a democracia é o pior regime politico à excepção de todos os outros. Mas o que significa RUPTURA DEMOCRÁTICA?. Significa que um qualquer partido que está no poder há muitos anos (30 40 anos) consegue suprimir as oposições e até aprovar leis que mais convém ao partido maioritário através de um eleitorado que o elegeu bastante numeroso. A democracia (e alguns dos seus representantes) é um regime que se encontra hoje desprestigiado. As pessoas fogem do seu próprio nome, apesar das grandes manifestações. A abstenção prova-o. A democracia procura num emaranhado de leis inqualificáveis um motivo para poder sobreviver como a aranha na sua teia. Encontramo-nos presentemente perante um regime de súbditos, em que uma percentagem de eleitores parece querer continuar a manter os mesmos rostos, as mesmas vozes, os mesmos nomes no poder, podendo concluir-se que a maioria dessas pessoas não se importa com a democracia. Entram no jogo da democrático, mas continuam a querer uma maioria partidária que possa mandar, exercer o poder não fraccionado. A maioria prefere e sempre preferiu a RUPTURA DEMOCRÁTICA. A democracia é alternativa, e ela não tem existido porque o bipartidismo é a regra, nomeadamente fora da Madeira. Mas pergunto: vivemos em democracia ou em ditadura?. A CRP diz que Portugal é uma República democrática. Mas a verdade é que, houve os que começaram como verdadeiros libertadores do povo, com um afã de democratas, de fundadores de um regime promissor, mas que ultimamente têm-se comportado como verdadeiros autocratas. Fazer greves, manifestações, votar, tudo isto é democrático, e o resto?. Haverá dinheiro para satisfazer as reinvindicações dessas marchas populares? Não. Não há. E quem disser o contrário é um sofista. Os desiquilibrios acumulados são hoje insanáveis sem austeridade, e bem pode o Prof. Freitas do Amaral vir pedir a mudança de governo que as politicas não se alterarão muito porque não depende só dos governos. Aliás, há cada vez mais pessoas a dizerem que o combate à crise está órfã da desvalorização monetária que contrabalançava no passado o efeito negativo associado à austeridade orçamental. O problema da moeda está no balanço dos bancos e dos credores que nem sequer querem ouvir falar na saída do euro, porque com desvalorização a nossa divida baixava e eles perdiam dinheiro.