J. Edgar Marques Da Silva É o principal problema dos políticos e de governantes, é que todas as medidas que implementam, e as asneiradas que fazem na governação, "não as sentem na pele", mas o povo esse, o contribuinte pagador, sente na pele, qual ferro quente de marcar gado.

Como gado para abate, agora, nem se preocupem com a engorda, a austeridade qual "gata ao sol", seca este povo maltratado transformado em maltrapilhos, vadios e cachorros: mas só agora porque se o povo reclama, "devem ser evitados os tristes que de tudo se queixam", mas o que devem ter em atenção certos políticos e governantes, é que eles "deixarão de temer, quando deixarem de ter esperança". Sentir na pele, era o que faltava a políticos e governantes sentirem, para reflectirem sobre medidas severas de austeridade, que afinal, nada resolveram, se eles sentissem e vivessem experiências de muitos chefes de família, sem possibilidades de sustentarem a sua família, garantirem a sua habitação e segurança, na saúde e na doença, sem dinheiro para aviar receitas ou pagar os estudos dos filhos; será que algum governante sentiu isto na pele, sentiram cá os deputados e deputadazinhas, secretários e secretariazinhas, assessores e directores e todos os demais com responsabilidades na governação, e nos destinos dos cidadãos; duvido, mas julgo que aqueles a quem chamam vadios e cachorros sentem e continuam a sentir, em especial a cobardia de governantes, que agora têm orientações para evitar a todo o custo os tristes que só se queixam, os mesmos a quem se preparam para aplicar mais medidas de austeridade, que tomarão proporções de holocausto económico, será a cereja em cima do bolo, já que a única esperança que dão é um desemprego de quase se não mais de 20%. E quem ainda tem emprego, o que lhe aguarda é que trabalhe mais por cada vez muitíssimo menos, que definhe, mas que cada vez tema menos, porque a esperança, essa já se finou: não levará muito tempo, para que simples deputados e deputadazinhas esteja em risco de quando saírem do emprego o povo esperar por eles, e directamente lhes indagar e pedir responsabilidades. A credibilidade de políticos e o seu comportamento está a indignar um povo, apertado, que confirma que alguns destes, se acusam entre si de actos criminosos, e outros ainda por cima os apoiem, num jogo em que tudo fazem, menos aquilo para qual foram eleitos; que esperará o maior partido nas próximas autárquicas com estes majestosos exemplos? Julgo que pensa passar imune e esta toda trapalhada, é que agora muitos votarão, e terão a seu lado uma carteira vazia que lhes despertará a mente. É impensável continuar a se tolerar o intolerável, e a calar perante tanta hipocrisia e incompetência.