O s social-democratas, os mesmos que juram por sua honra e futuro colectivo que este governo regional merece confiança absoluta, padecem de um sério e grave problema que, mau grado toda a generosidade, não nos cabe a nós resolver. Até porque não disputamos eleições, não nos substituímos a quem tem a responsabilidade de decidir em consciência e de actuar em conformidade, e não nos entretemos com jogos, relatórios, ou estudos, expedientes destinados a calar prováveis contestações internas, a queimar ambições e a desviar atenções da fome, pobreza e humilhação que o poder empossado provoca. E o problema é que a maioria desta malta confia cegamente em quem ofende o povo eleitor, sem questionar e pedir contas a governantes que já não decidem, hipotecaram a Autonomia, esbanjaram oportunidades, espatifaram milhões de euros em caprichos e destruíram em menos de 10 anos o que levou décadas a erguer. Esta gente aparentemente obediente às ordens vindas de cima, que tudo aceita para não perder o chão, o tacho, o estacionamento, o fato e o título, que mendiga o poder que vai perdendo, que finge aceitar imposições intoleráveis em democracia e que pactua com ou é insensível aos dramas dos madeirenses, ou é estupidamente masoquista ou recebe benesses acrescidas para fazer de conta. Até quando a sofredora maioria do povo já sem forças para esboçar o protesto suportará a desconsideração oficial, que em mais uma festa da fruta tratou por "vadios" os que perderam emprego, sonhos e dignidade? Este governo, tal como o seu congénere nacional, não tem coluna, pois verga-se aos tecnocratas. Não tem memória já que age sem respeitar os programas eleitorais partilhados com população. Não tem engenho, não tem interlocutores, não dinamiza a economia, pior, tudo faz para asfixiá-la com deslealdades. Bem podem pois emoldurar moções e comissões e toda a espécie de fretes prestados ao poder decadente. Os abusos de confiança terão o seu preço, mesmo numa terra que habitou os seus à borla institucionalizada, à gratidão obediente e ao subsídio eterno. Dionísio Pestana, Empresário Nunca fecha portas, tem visão e diversificou. Não admira que de "sobrevivente" tenha passado, com mérito e assumida sorte, a bem sucedido. Ter as prioridades bem definidas é um dos segredos para mais 40 anos de êxitos. A "garra" ajuda. Nélson Bettencourt, Comandante dos BMF Saiu em defesa dos seus, acusados de negligentes pela Polícia Florestal no grande incêndio de 2010. O que os madeirenses precisam é de profissionais em quem confiem as suas vidas e bens. O que não faltam por aí são 'incendiários'. Rómulo Coelho, Líder da JSD Foi alvo escolhido por Jardim, mas aguentou-se. Resistir ao mais recente ataque do presidente divisionista, lembrando que a estrutura é autónoma e que cumpre caminhos traçados no congresso, pode ter custos. Mas foi de sénior! Vítor Gaspar, Ministro Teve a coragem de elogiar o "esforço notável" dos contribuintes madeirenses. De resto, louvar melhorias na disponibilização de informação sobre as contas da Região, só prova que antes do PAEF havia "falta de disciplina e transparência". Miguel Mendonça, Presidente da ALM Não deve ser fácil gerir agendas de outros, ordens vindas da Quinta Vigia e baldas parlamentares. Por isso tolera-se lapsos regimentais nada comparáveis à arruaça. Lamentável é que critique a imunidade que protege um, mas que todos beneficiam.
Abusos de confiança
Madeirenses cumpriram. O "Esforço Notável" confirma. "Vadios" são os faltosos