O futuro da nossa Região bem pode depender da capacidade que a suas mulheres irão ter, para reagirem ao estado profundamente crítico em que se encontra a sociedade e a nossa economia. Sobretudo nos últimos anos, a governação presidida por Alberto João Jardim, está a levar ao desespero milhares de famílias que se deparam com o flagelo do desemprego, com a falta de sustento para os seus filhos e, em muitos casos, com a fome. Não pode haver uma sociedade mais insensível, quando há crianças que choram pela falta de alimento! Não podemos priorizar nada na política, enquanto toda a nossa capacidade de acção não estiver direccionada em solucionar os problemas sociais que afligem os que nos rodeiam. É nesse momento que mais precisamos das mulheres, da sua sensibilidade intuitiva, para trazer uma nova esperança a todos os que necessitam de soluções para os problemas com que se defrontam no seu quotidiano. Nós que fazemos da política uma profissão de causas e que temos o dever de denunciar, com veemência, todas as injustiças que ocorrem na nossa Região, quer seja na saúde, na educação, nas empresas, nos serviços, em todo o lado, sabemos que só com a ajuda das nossas mulheres poderemos construir um horizonte onde se possa almejar um outro mundo que não aquele em que estamos mergulhados como consequência da teimosia de um líder partidário que desvalorizando as mulheres até chega ao ponto de as preterir para candidatas à Presidência das Autarquias da Região. No CDS, a cada ano que passa, sentimos a necessidade de termos as avós, as filhas e as netas ao nosso lado, para que nos ajudem a encontrar as melhores soluções para impedirmos que os nossos jovens, os nossos activos geracionais, que são o garante de uma nova esperança futura , não emigrem à procura de um mundo melhor. As nossas mulheres, da Madeira e do Porto Santo, têm de ser ouvidas para construirmos um novo rumo, uma nova estratégia de desenvolvimento para a Região.
Lopes da Fonseca, Líder parlamentar do CDS