A última exibição e resultado que nos foram proporcionados pela nossa Selecção, no passado mês, levam-nos a pensar se não seria benéfica a aplicação de alguns regulamentos que incentivassem, ou até obrigassem, à utilização de um mínimo de jogadores nacionais na equipa titular, incluindo até de um certo número obrigatório de jogadores formados pelos próprios clubes portugueses. Tudo isto levaria a uma maior aposta na formação em todos os clubes, assim como a um maior nível de qualidade e de quantidade de jogadores aptos para serem chamados a representar o País. Como é lógico, isto tratar-se-ia de um plano a longo prazo e que envolveria, por exemplo, a uma implementação gradual de regras até se poder verificar, a exemplo de outros países, um maior número de jogadores nacionais nas principais equipas, ao contrário do praticado actualmente em Portugal. Este desenvolvimento poderia, também, significar para a Região uma melhor aplicação das verbas entregues aos clubes, visto que, ao haver uma maior e obrigatória aposta nos jovens madeirenses, não seria exigida uma tão grande aplicação financeira na aquisição de jogadores de fora. Sobraria mais, e muito provavelmente melhor, para os jogadores nucleares, assim como para a aposta noutras modalidades.

Vítor Nóbrega, Colaborador da AAUMa