Pelo segundo dia consecutivo a maioria social-democrata na ALM chumbou uma moção de censura ao Governo Regional apresentada por um partido da oposição. Depois do PTP, esta quinta-feira, foi a vez do PS ver chumbada pelo PSD a sua moção de censura, que teve o apoio de toda a oposição insular. Na apresentação da moção de censura, o líder do PS acusou o Governo Regional de “traição” ao povo madeirense por ter ocultado milhões em dívidas que não serviram os interesses da população . O porta-voz socialista alertou que esta ocultação teve início em 2003 pelo que "o presidente do Governo Regional tenta enganar os madeirenses" ao dizer que tal estratégia visou contornar obstáculos criados à Região pelo governo socialista de José Sócrates.
Já Ventura Garcês, secretário regional do Plano e Finanças, que representou o executivo no Parlamento, diz que esta moção tem como único propósito “enxovalhar o Governo Regional”.
Tal como na quarta-feira, no debate da moção de censura apresentada pelo PTP, Edgar Silva voltou hoje a abandonar o plenário, como forma de protesto pela ausência do presidente do Governo Regional.
A sessão ficou ainda marcada pelas acusações lançadas por José Manuel Coelho a José Pedro Pereira, o deputado do PTP acusou-o de “andar a contratar bandidos para o matar”.
Na defesa da honra, José Pedro Pereira anunciou que vai agir judicialmente contra José Manuel Coelho. O episódio levou a que Miguel Mendonça ordenasse a suspensão dos trabalhos, durante 10 minutos.
No início dos trabalhos foi também aprovado, por unanimidade, um voto de congratulação pela eleição do novo Papa, uma iniciativa da bancada do CDS.
