J. Edgar Marques Da Silva Que tempos vivemos, difíceis somados a palhaçadas de quem tem responsabilidades em governar e liderar: nem lideram nem governam porque não sabem o que tal implica nas relações sociais dentro de uma democracia; não se pode exigir, nem impor, terão de saber propor e negociar consensos, debater com respeito mutuo e isso nunca vi na ALRAM, nem em lado algum. Quem não sabe no seu núcleo, e á volta dele encontrar, consensos e criar inter-relações não sabe governar, para uma cidadania pela, com igualdade e equidade: é que tal implica considerar e respeitar os direitos das minorias, nem aqui o governo tem direito de impor sem negociar primeiro: nunca vi isto a nível regional, embora já se notasse tenuemente a nível nacional. Na RAM, e só nesta semana tivemos, duas de censura e uma moção de confiança, votada apenas porque quem a propõe; seria mais virtuosa se colhesse pelo menos uns votinhos das minorias, mas a maioria é terreno árido e seco junto das relações que estabelece com as minorias, e só por isso falha nas lides da governação, onde as relações entre cores diferentes, é mais produtiva e colorida; a atividade política da ALRAM, tem sido de tal forma diminuída e sem qualquer efeito, já que em vez de fiscalizar o governo, o governo a "fiscaliza" e controla. Não nos admiremos então com as hilariantes intervenções e troca de galhardetes, um divertimento que em tempos de crise, simplesmente enoja. Mas uma confiança, que passa e é ganha, tem um final e uma saída infeliz, pelas traseiras, porque a confiança apenas reside dentro da casa da democracia, onde o "dono", manda e ainda tem poder, pela maioria relativa, que assim continuando a insistir, e a tratar tudo e todos, passará por sua obra e graça a minoria: não fez qualquer sentido esta discussão apenas tornou mais evidente o clima de rejeição e de oposição popular; onde estavam então os realmente a favor, sem se contar com os "rapazinhos do costume", aqueles que votaram nas diretas, aqueles que estão sempre e apenas ao lado, porque se por á frente não é com eles. Então pergunto quem atualmente faz mais mossa na massa eleitoral e fiel ao PSD-M, os comentadores das noticias online do DN, militantes alguns do partido, os que exprimem a sua opinião, sem ofender, mas alertando para uma realidade mais que palpável, que só um cego não vê, ou outros com responsabilidades politicas e de governação que tratam como toda agente sabe e lê, os eleitores, cidadãos e jornalistas? É que agora tudo se resume a Indignados e Integrados, mas a coisa está em queda livre, o chão aproxima-se e o para-quedas não abriu ainda.