A moção de censura ao Governo Regional, da autoria do PTP, discutida hoje, durante a manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira ficou marcada por um primeiro pedido para a interrupção dos trabalhos e um segundo, solicitando a suspensão dos mesmos, devido à ausência do presidente do Governo Regional.

Ambos os requerimentos, da autoria do PCP, foram rejeitados pela maioria social democrata. O deputado trabalhista, José Manuel Coelho, disse que a censura ao Governo é o testemunho público do PTP para a necessidade de deitar abaixo o executivo de Jardim.

Para José Manuel Coelho, o Governo Regional socorre-se de bodes expiatórios para justificar as dificuldades que a Região atravessa.

O secretário regional da Educação, Jaime Freitas, encarregue de representar o Governo Regional na discussão da moção, disse que a iniciativa do PTP é fundada em argumentações generalistas.

Jaime Freitas manifestou o repúdio do Governo pelas moções de censura apresentadas pelo PTP e PS. O governante considerou que as mesmas partiram de alegadas acusações, entretanto não confirmadas, contra os membros do Governo Regional.

Logo após a intervenção do secretário regional da Educação, o deputado comunista, Edgar Silva, anunciou o abandono dos trabalhos parlamentares em protesto pela ausência do líder Governo.

Sem Edgar Silva no hemiciclo, José Manuel Rodrigues deu o repto ao repúdio expresso por Jaime Freitas.

O líder do CDS/PP desafiou o governante a responder a duas questões.

Marcar a agenda política é, no entender do social democrata, Medeiros Gaspar, o único propósito das moções do PTP e do PS.

Para Roberto Vieira do MPT a discussão deveria ser centrada nas dificuldades nunca antes enfrentadas pelas famílias e empresas madeirenses.

A bancada do PS enumerou entidades que já censuraram as opções do governo, pela voz de Carlos Pereira.

Na intervenção final, o secretário regional da Educação sustentou a legitimidade do executivo madeirense.

A Moção de censura do PTP ao Governo Regional foi rejeitada com os votos da maioria social democrata. Os partidos da oposição votaram a favor, com excepção do PCP, cujo deputado, Edgar Silva, abandonou o plenário em protesto pela ausência do presidente do GR.

Amanhã, quinta-feira, os deputados à ALM voltam a discutir uma nova moção de censura da autoria do PS.