A Natação entrou num novo ciclo, fruto de novas lideranças quer na Federação Portuguesa Natação, quer na Associação Natação Madeira para um novo ciclo olímpico e por estarmos inseridos num contexto social e económico complexo, numa era que se ambiciona, que seja de desenvolvimento sustentável. Ditou os investimentos regionais, para o interesse público, a construção de várias piscinas públicas, dando condições ao movimento associativo para desenvolver a sua missão, que vai muito para além de organizar e promover o desporto, dotando recentemente a associação regional de instituição de utilidade pública, aumentando dessa forma a sua responsabilidade e campo de ação no reforço do interesse público, como fator de coesão social e desenvolvimento humano. Na tomada de posse o novo presidente da Federação mencionou que "os apoios financeiros e outros concedidos pelo Estado, através dos organismos da administração pública, não foram nem podem ser considerados como uma atenção, uma benesse ou um favor, mas uma obrigação do Estado perante quem cumpre insubstituíveis funções de interesse público nacional e aceita do Estado competências que a este cabe prover." Neste contexto, e clarificado que está o papel do desporto na sociedade, resta que a Natação seja capaz neste ciclo olímpico de enfrentar os novos desafios e de se adaptar as novas realidades, que entre outros aspetos, passa por rentabilizar mais e melhor os investimentos feitos nas infra-estruturas, realizando estágios e provas internacionais na região; massificar a prática desportiva; desenvolver um projeto de alto rendimento com vista a participação nos próximos JO; aproveitar as excelentes condições do mar para realizar provas de águas abertas para a população, ...

Avelino Silva, Gestor Desportivo