A subsidiodependência é uma doença que não tem cura. Pelo menos para certos burocratas que teimam em banalizar o desporto como instrumento para autopromoção. Alguns procuram alternativas para sobreviverem neste mundo cada vez mais débil. Não há médicos nos hospitais, não há professores nas escolas e não há governantes neste país! O desporto-rei bateu no fundo na nossa região. Alguns dirigentes fazem autênticas engenharias para que as escolas de formação continuem os seus projectos. Nalguns casos, os pais foram e são os grandes 'culpados' por futebol juvenil estar 'vivo'. Mas os 'Donos da bola' teimam em complicar o que é simples. Os seniores sentem agora na pele o que os mais jovens sofreram ainda há pouco tempo, mas o encarregado de educação já não está para lhes amparar a queda… O bom senso parece esbarrar na teimosia das mais altas patentes na hierarquia futebolística. Enquanto isso, outras modalidades com menor visibilidade (o maior cego é aquele que não quer ver) fazem pela vida e tentam encontrar alternativas para manterem viva a chama que aquece esta triste realidade desportiva regional. Sem querer desvalorizar o PRAD que nasceu há pouco mais de um ano e parece já estar condenado, este é o 'pão nosso de cada dia' fundamental para que o esforço de muitos não seja inglório. Numa sociedade cada vez mais injusta, onde as leis protegem os prevaricadores, o Desporto tem de recuperar a sua essência, a sua moral e o seu bom nome. Mas a que preço?
Arlindo Vieira - Colaborador da AAUMa