Carlos Jorge Pereira Um professor é um ser um humano como qualquer outro. Pode falhar, pode sentir momentos altos e baixos, como em qualquer profissão. Mas se nos momentos baixos houver apoio, compreensão, em vez de olhares de censura, olhares de desdém, e de uma discriminação negativa para uns e positiva para outros, porventura, conseguimos superar dificuldades e ultrapassar barreiras. Hoje em dia, um professor tem que ser um ser perfeito, imaculado, cumprir com todos os requisitos reais e imagináveis, quer porque a sociedade está mais exigente, que porque a avaliação de desempenho é algo que sabemos que pode ser perniciosa. Se a dita comissão de avaliação de desempenho não for com a "cara" de um dado professor, este até pode ser um excelente profissional, mas arrisca-se a levar com um carimbo de "satisfaz pouco". Todo o processo poderá ser tendencioso, se alguém quiser "CAMBAR" alguém dentro de uma dada escola. Não sei até que ponto estes novos modelos de avaliação não irão ser geradores de um agravamento do mau estar docente dentro das escolas, face a um momento que atravessamos, marcado por tanta controvérsia e incoerência. Os órgãos de administração e gestão escolar, deveriam olhar para todos os docentes sem discriminação, sem tratarem uns como sendo de primeira categoria, desculpando-lhes tudo e mais alguma coisa e a outros, apenas porque pressupostamente são filhos de um Deus menor, são logo "quinados" na guilhotina da discriminação negativa e isso sente-se e de que maneira! Em síntese, vivemos um tempo onde a palavra SOLIDARIEDADE não pode ser letra morta, sobretudo em meios pequenos, como o nosso, nos quais as pessoas se conhecem muito bem e sabem que os nossos erros ou falhas, podem ser cometidas, não por maldade, mas porque pode haver toda uma conjuntura atual nas nossas vidas e na vida da nossa comunidade muito adversa. Abaixo o tratamento desigual dentro das escolas, as direcções devem apoiar todos por igual e tratar todos por igual! Só assim, sentiremos que não há professores de primeira e professores de segunda, independentemente do momento da vida que cada um de nós atravessa. Haja humanismo e solidariedade à séria e não só para "Inglês ver".