A. G. Mendonça O deputado pela Madeira na Assembleia da República, Hugo Velosa, disse que o DN do Funchal vai de derrota em derrota, numa ocasião em que falava sobre o pasquim de propaganda laranja. O deputado Velosa, equivocou-se, pois que quem vai de derrota em derrota são os cidadãos desta terra, que na sua grande maioria passam por dificuldades de vária ordem, e ainda têm de pagar a propaganda do partido que levou a região à falência. Sr. deputado, não queira fazer de tolos aqueles que lêem ou ouvem as suas declarações sobre o pluralismo do pasquim. Vá contar anedotas e histórias aos seus netinhos, se é que os tem. Em política não vale tudo e a Madeira não é a Albânia dos anos 60. Vários membros do PSD/M escreviam com regularidade artigos de opinião no DN, mas foram proíbidos de escrever pelo cacique regional, com certeza para manter o pluralismo na informação regional. Confrontado com uma primeira página do pasquim, o Sr. deputado disse que também ia levar uma primera página do DN. Leve a primeira página e as restantes e se possível de muitas edições. Do pasquim basta levar duas ou três edições, de preferêcia aquelas que trazem dúzia e meia de fotografias do seu dono, director, escriba-mor e tambem grande e querido líder do povo desta ilha deveras encantada. Não tenha receio de dizer a quem quer que seja que aquilo é um jornal. Rapidamente chegarão à conclusão que não passa de um panfleto partidário. Como advogado, conhecedor da lei, o deputado Velosa sabe perfeitamente que a gestão danosa de dinheiros públicos, é crime. E para fortalecer cada vez mais o pluralismo na informação desta terra, só falta a cereja em cima do bolo, que é o Relvas vir cá entregar a gestão da RTP/M ao grande e acérrimo defensor da liberdade de emprensa nesta região.