Ao longo destes últimos anos da existência do Centro Internacional de Negócios da Madeira, nunca deram tanta importância e destaque como agora a esta valiosa plataforma económica da Madeira. Esta praça quando foi criada no início dos anos 80, tinha as condições básicas necessárias (Criação da Zona Franca Industrial do Caniçal, benefícios fiscais extremamente atractivos, como o Iva mais baixo da Europa e isenção do IRC, Registo Internacional de navios, etc) para triunfar no mercado internacional. Ora, caso na Madeira estivesse a funcionar em pleno, teríamos por volta de 20,000 empresas registadas, teríamos receitas fiscais na ordem dos € 2,000 M Euros e em relação ao Iva os valores andariam possivelmente nos 400 M Euros, para além de criar e atrair empregos, trazer mais IRS e Segurança Social para os cofres do Estado. Outras áreas que são fortemente abrangidas através do CINM são o sector Hoteleiro, pois os clientes ficam cá alojados nos nossos Hotéis, desfrutando da nossa Restauração, adquirindo escritórios e habitações entre outros serviços (aluguer e venda de viaturas, Serviço de Táxis, Golf…) As soluções óbvias passam pela eventual aquisição da SDM por parte do Governo, de modo a acabar com este impasse pois ao passar para as mãos do domínio público será de certeza muito mais fácil para promover. Outra solução passará pela internacionalização das empresas e de dinamizar e aprofundar as relações económicas e comerciais no Atlântico Sul, como Venezuela e Argentina, com quem temos vindo a assumir parcerias económicas. Finalmente apelar ao Governo da Republica para apressar as Renegociações com Bruxelas pois já não podemos esperar nem mais um segundo e repor a nossa taxa do Iva a 16% de modo a sermos mais competitivos em relação às restantes Praças Financeiras Europeias.
Daniel Trindade Borges, Funcionário do CINM