O PC tem dias! Muitos deles dedicados ao trabalho incansável, daquele que, porventura, dá gozo empreender, deve levar tempo a preparar e faz corar a malandragem parlamentar. O empenho de Edgar Silva nesta empreitada sem cimento é inquestionável. A estatística confirma o altruísmo político do líder comunista na Região, mesmo que a dedicação exaustiva nem sempre renda reconhecimento público, votos expressos e mandatos. O PC tem dias! Muitos deles percorridos sem demora pelos lugares distantes e que reclamam soluções para os problemas crescentes. Uma romagem feita quase sempre pelos mesmos peregrinos, apoiada de quando em vez por caras novas vindas de fora. Mas também alguns dias centrados na gestão dos conflitos internos, decorrentes da coligação permanente que integra, da diversidade na leitura do mundo e do conflito de gerações. E ainda uns poucos dedicados aos equívocos ideológicos, à perigosa contagem de espaço mediático, à intolerância na gestão da crítica, ao amuo inconsequente, aos delírios, aos expedientes típicos da maioria esclerosada, às ofensas ridículas e às estratégias duvidosas. Os últimos dias revelaram um PC aparentemente arredado da urgência na intervenção, distanciando-se tacitamente, com o claro intuito de aparecer à sua maneira. Faltou à audição da ERC na Comissão de Ética, deixando os deputados madeirenses a falar sozinhos, demitindo-se assim de se pronunciar sobre um dos mais escandalosos ataques ao pluralismo na imprensa escrita madeirense, pactuando por isso com o crime. Um seu dirigente não respondeu ao convite endereçado pelo DIÁRIO para estar presente no debate sobre as Autárquicas. E demorou mais do que o prometido na 'nega' ao PS-M sobre a coligação autárquica no Funchal, apesar de legítima e previsível, em linha com outras dadas num passado recente. Estranhamente elitista, feito com o regime e avesso à "junção de forças com projectos antagónicos", por sinal ainda suas aliadas no dito 'Pacto da Oposição', ontem o PC da Região resolveu dizer ao mundo o que o move. Não, não é ganhar eleições. A proposta de aliança foi recusada porque "o poder é tudo quanto se diz ambicionar". Não, não é dar cabo do jardinismo. É defender desesperadamente "um espaço próprio". Não, não são votos. São "propósitos claros", "pressupostos sérios", "princípios", "soluções", "convergência" e "programa". Raimundo Quintal, Ambientalista Ainda ecoa o apelo à indignação dos madeirenses que deixou no debate sobre as 'Autárquicas'. Importa agir, pegando por exemplo nas propostas concretas de revitalização de espaços que nos envergonham, os jardins e as quintas abandonadas. Rocha da Silva, Director das Florestas Optou por abdicar de uma remuneração porque quer continuar em funções, apesar de ter solicitado a aposentação. Uma atitude que contrasta com outras nesta terra dada a acumulações de salários e reformas. Ulisses Marreiros, Director-geral do Reid's A Madeira ganhou um embaixador privilegiado na Orient-Express e portas ainda mais abertas no emblemático hotel Reid's. Na hora da despedida deixa um apelo ao destino: que seja capaz de preservar a arte de bem receber. Jaime Ramos, Líder parlamentar do PSD De nada vale à democracia que admita excessos na linguagem. O problema é continuar a gozar de privilégios. Esconder de toda a oposição e do presidente do Parlamento as datas dos plenários, que já tem na agenda até Março, é tolerável? Castanheira da Costa, Reitor da Universidade O balanço realista ao mandato que agora termina reforça a importância que terá no futuro da Universidade. Pelo mérito que teve na aproximação da UMa à comunidade. Pela frontalidade com que aasumiu as falhas. Pela lucidez.
E assim se vê o que move o PC!
Comunistas recusam coligação. Razão: "o poder é tudo quanto se diz ambicionar"