Conceição Pereira Quando nos reformámos foram feitas as contas sobre o que descontámos e foi-nos atribuido um valor para a nossa reforma sobre 14 meses (12 meses + subsídio de férias e de Natal). Mas agora temos a austeridade da troika + o Governo Português e toca de cortar em tudo o que o Povo Português conquistou com o seu trabalho. Das nossas reformas, levaram 50% do subsídio de Natal de 2011, subsídio de férias e de Natal de 2012, não contando o que foram "comendo" de diversas maneiras. Entretanto, o governo que nos desgoverna anunciou que os reformados e outros trabalhadores receberiam o subsídio de Natal de 2013 em duodécimos. Mas isto serviu de alguma coisa? Cada vez se recebe menos! Um ofício que recebi da Caixa Geral de Aposentações esclarece tudo o que eu desconto. (Deve ser igual para todos) Além do aumento no IRS, ainda levam um acerto para o IRS (não sei o que estava desacertado) sobretaxas sobre o valor da reforma, sobretaxas sobre o subsídio de Natal, duas contribuições extraordinárias de solidariedade sobre a reforma + contribuição de solidariedade sobre o subsídio de Natal. Eu gostava de saber esta solidariedade para onde vai. Para o Povo trabalhador não é.Deve ser para os donos dos bancos: Banif, BPN e outros! Coitadinhos! Bem precisam dos nossos sacrifícios para sobreviverem! E quem deu licença ao Senhor Governo para mexer no dinheiro da Caixa Geral de Apoentações? O ofício atrás citado esclarece que estes cortes decorrem da lei do Orçamento de Estado para 2013. Mas o dinheiro da Caixa Geral de Aposentações não é do Orçamento de Estado! É dinheiro dos descontos dos funcionários públicos! E vamos suportar isto? Mas infelizmente vejo muita gente quietinha, que não pode fazer nada... Será que se sentem "irmãos" dos banqueiros, como o Jorge Jardim Gonçalves que recebe 175 mil euros por mês mais as alcavalas? Espero que para a próxima manifestação que está agendada para 2 de Março venha muito povo para rua lutar para nos desenvencilharmos destes ladrões, salteadores, predadores. Só todos juntos podemos ganhar a força necessária que o momento exige.