Nos tempos que correm, a credibilidade é algo que começa a estar afastada dos nossos "dicionários", sobretudo porque temos cada vez menos exemplos de pessoas credíveis ou com qualidades de serem confiáveis. A credibilidade é algo que se conquista, com atitudes, confiança, tempo, honestidade, maturidade, respeito e acima de tudo pelo bom exemplo que damos. A credibilidade dos pais para com os filhos, vem essencialmente pelo estilo de vida e exemplo que transmitem às crianças, por isso nos tornamos exemplares diante dos nossos filhos. A credibilidade dos professores e dos médicos, entre outros, vem pelo que nos transmitem e pela confiança que geram em nós e assim sucessivamente. De uma forma simples, nasce pela confiança, pelo sentir respeito, pelo acreditar e pelo que nos fazem sentir. O que se passa hoje em Portugal é algo de muito grave. O maior problema, não é o termos um défice nas contas públicas, nem despesas acima das receitas ou uma grande percentagem de desemprego, mais grave do que tudo isso, é a falta de credibilidade que a nossa classe política tem e sobretudo transmite a quem a rodeia, ou seja, àquelas pessoas que têm de acreditar que eles (políticos) são a nossa esperança. Ao longo dos anos, deixaram o país de rastos, sem qualquer esperança, porque não fizeram o que deveria ser feito. Gastaram mais do que deviam e hoje temos um país pobre, sem poder de compra, sem empregos, altamente endividado, sem qualquer esperança e sem rumo para o futuro. Como pedir que sejamos respeitadores, se o exemplo não vem de cima? Como prometer o que não se pode fazer? Como deixar dívidas a futuras gerações, que para além de não saberem como pagar, não terão certamente meios para o fazer? A credibilidade da classe governativa caiu no fundo e com ela cai um povo e gerações seguidas.