Há mais de duas décadas que eu e outros responsáveis editoriais estamos familiarizados com o trabalho do Ministério Público. "Teve conhecimento desta notícia?", perguntam sempre. "Claro!", é a nossa resposta, porque nos falta aquela lata para dizer que "não sou técnico de contas" ou "não fui eu, foi o Conselho de Governo". E logo o MP nos declara arguidos no processo que tiverem em cima da mesa. Vem isto a propósito da acusação que em breve será deduzida a todos os membros do anterior Governo Regional - que é quase igual ao actual - na sequência da criminosa ocultação de uma dívida de 1.100 milhões de euros nas contas públicas. Não se pode estranhar que sejam todos constituídos arguidos do processo. A única coisa que se pode estranhar é este tempo todo, aparentemente perdido. Ou ganho, pelos visados. O vexame de todos se sentarem no banco dos réus apenas seria evitado se o presidente, que várias vezes confessou ser o mentor da brilhante estratégia, assumisse as suas responsabilidades e desse o peito às balas, como compete a um líder. Mas não. Os tiques de cobardia vêm de longe e já se repetiram no caso em apreço, como se os "técnicos de contas" e o "Conselho de Governo" tivessem tido algum espaço de manobra para recusarem aquilo que ele ordenou. Repentinamente deixou de haver um "único importante", passando todo o governo a ser autor material das diatribes. Por isso vão todos para o banco dos réus. O que é algo diferente de todos serem condenados, Sr. Presidente. Algo semelhante aconteceu, há pouco tempo, num clube de futebol da nossa terra: o presidente resolveu distribuir 'méritos' apenas quando foi chamado a tribunal. E todos os dirigentes passaram a ser arguidos. Por falar em justiça e em injustiças, que dizer das trapalhadas e das irregularidades que ficaram outra vez comprovadas no seio do Comando Regional da PSP na Madeira? Há condenações repetidas nas mais altas instâncias e, internamente, continua o vergonhoso proteccionismo e a execrável dualidade de critérios - beneficiando os amigalhaços oficiais e calcando com os pés os agentes que lhes suportaram os méritos nas estatísticas. Para além dos condenados - bem identificados pela Justiça - falta saber quem pactuou com a hipocrisia e assinou despachos criminosos. É preciso um desenho? Como pode uma instituição oferecer credibilidade aos cidadãos - que é a sua única razão de existência - se é posta em causa por gente condenada ou que falseia a verdade? BERNARDETE VIEIRA CENTRO SEGURANÇA SOCIAL Numa altura crítica para muitas famílias e empresas, esta responsável continua a demonstrar sensibilidade na área social. MIGUEL ALBUQUERQUE PRESIDENTE DA CÂMARA DO FUNCHAL 'Portugal-Venezuela: Parcerias para o Futuro' é o resultado da influência do autarca, que assim concretiza acções concretas contra a crise. CARLOS PEREIRA LÍDER PARLAMENTAR PS-MADEIRA O PS-M acaba de concretizar em Lisboa uma série de iniciativas que rompem com a monotonia e mostram vontade de alterar o cenário. JOÃO FERNANDES GESTOR DA 'CALDEIRA, COSTA & Ca.' Na sequência dos desempenhos demonstrados na Região, esta empresa madeirense apresta-se para dar o salto para o Norte do País. CARLOS MELIM REALIZADOR O filme 'De mim' foi escolhido para a secção de curtas-metragens do Festival de Cannes. É o reconhecimento ao realizador madeirense.