J. F. Fui assistir à conferência sobre a ZFM que teve lugar no hotel 4 Views. Concordei com muita coisa do que ali foi dito, mas acho que o problema é sempre o mesmo... boas intenções, mas não passa disso. Ouvi pela milésima vez o historial da ZFM desde o seu aparecimento, mas isto é importante? Não é mais importante saber o que temos que fazer para o futuro? Outra situação, é o facto de os oradores estarem a "pregar" para um público que obviamente é a favor da ZFM, mas será que é aos trabalhadores do CINM que tem de ser explicada a importância da ZFM? Não serão aos que são contra, o povo que não percebe e essencialmente os senhores de Lisboa e da Comissão Europeia quem têm de ouvir estes discursos? E porque é que isso não é feito uma e outra vez até entrar bem na cabeça dessas pessoas? É porque pelos vistos ainda não entrou. O que aconteceu ao projecto "Todos pelo Centro todos pela Madeira" que ia continuar a sua luta em Lisboa mas que nunca mais se ouviu falar de nada? Apresentaram-se algumas soluções, "devemos fazer isto ou aquilo, devemos convencer o governo central ou devemos convencer a União Europeia, etc. etc.". E eu pergunto: quem vai fazer isso? Como e quando? E porque é que já não está a ser feito? Já existe algum plano? A sensação que fiquei, é que mais uma vez tudo não passa de palavras, mas falta o essencial, falta a prática. O que queremos ouvir é o que está a ser feito, e será que está a ser feita alguma coisa? E depois expliquem-me, como é que o governo central vai convencer a UE se ele próprio tem mostrado falta de interesse, e quem daqui da Madeira vai convencer o governo central a fazê-lo? O Dr. Alberto João? Não me parece. Então arranjem alguém para isso, mas mexam-se! As negociações não começaram agora, por isso não hajam como se tivessem todo o tempo do mundo. Eu da minha parte faço o que posso, que é enviar emails para o comissário Joaquin Almunia e para o Dr Durão Barroso no site da Comissão Europeia e acho que quantas mais pessoas o fizerem e o quanto antes melhor, porque uma só pessoa a fazer pressão, claramente não chega. Acho que uma excelente solução, e isto foi falado, é na verdade sairmos da UE e podermos ter uma Zona Franca a todo o vapor, com as tais receitas de 2 mil milhões de euros anuais ou mais. Na verdade, para que queremos e precisamos de fundos da Europa se podemos ser autosuficientes e termos receitas imensamente superiores, provenientes de uma Zona Franca próspera e sem entraves. Vamos viver de fundos comunitários para todo o sempre? Fundos que ainda por cima são cada vez menores e nos obrigam a contrapartidas pesadíssimas. Estamos à espera de quê? Uma grande verdade foi dita, não são as receitas do turismo que nos vão salvar da penúria, as reservas estão a acabar e sem a Zona Franca estamos no fundo do poço. Infelizmente nós os trabalhadores não podemos negociar nenhum acordo com o governo de Lisboa nem com a UE, por isso, tem de ser quem de direito a fazê-lo, o problema é que não estão a fazê-lo ou obviamente, estão a fazê-lo mal. Por isso há que insistir, há que pressionar até a exaustão. Não podemos desistir!