Nuno Drumond O presidente da câmara ficou ofendido e a Secretaria do Plano e Finanças também. E manifestaram-se chamando-nos tantos nomes e indignando-se. Está na moda indignar-se. Por isso, vamos também indignar-nos pela maneira como estes senhores se indignaram. Como não devessem explicações a ninguém, como coisa estranha fosse alguém duvidar ou não perceber as suas intenções. Até porque, ninguém sabe de nada sobre o que de concreto se passa relativamente a este processo. Assim, explico bem as dúvidas do CDS/PP em São Vicente: - Que contratos e que obras foram anulados e quais os valores? - Porque alguns contratos desceram anormalmente nos valores inicialmente previstos? - A Câmara contraiu em alguma altura algum empréstimo para suprir estes atrasos do Governo Regional? - Quem foi mais beneficiado com esta "renegociação"? - Quais as prioridades tidas em conta na decisão sobre que obras iam continuar, parar ou simplesmente não serem sequer iniciadas? - Qual a diferença entre o compromisso inicial do governo e o montante que a câmara municipal vai agora receber? - Falando de prioridades: quando será concluído o troço entre a Boaventura e a Ponta Delgada? O que o senhor secretário e o presidente da câmara municipal de São Vicente chamam de mentira, nós chamamos de dúvida, por falta de informação, por falta de que as pessoas responsáveis sequer se sintam como tal e achem que não devem respostas a ninguém. A secretaria regional do plano e finanças, por sua vez, começa assim o esclarecimento "Esquecendo os verdadeiros interesses dos madeirenses, o CDS-Madeira optou por pôr em marcha uma desenfreada e despudorada tentativa de benefício político, promovendo o engano e estimulando a conflitualidade. É, portanto, contra esta forma de estar e fazer política que o Governo Regional expressa a sua indignação. Não há nenhum objectivo de política que justifique a omissão da verdade e a mentira recorrente. A essas mentiras não oferecemos a nossa complacência. A essas mentiras temos de dizer não. Por respeito à verdade que os madeirenses exigem e merecem." Pois não vejo nesse esclarecimento o "respeito à verdade que os madeirenses exigem e merecem." Agora, chamem-lhe perdão de dívida, subterfúgios para o governo regional esconder o défice à conta das câmaras municipais, chamem reforma de contratos de forma a cortar na despesa do governo, o que quiserem. Mas nós, no CDS, somos daquela fibra dos que perguntam, dos que insistem, dos que questionam, dos que querem mais que palavras vãs repetidas até que pareçam verdades inquestionáveis. Nós somos os jovens do concelho que não se revêm na cor laranja e nos seus planos e desgoverno que me querem parecer a cada dia mais evidentes. Nós somos o futuro. E é por esse futuro que zelamos. E sim, todos terão, inclusive os que agora contestam tão veemente as nossas dúvidas, lugar nesse futuro. Pela Concelhia do CDS/PP São Vicente