Muito tem dado que falar a recente notícia, relativamente ao Papa Bento XVI, que surpreendeu o Mundo ao decidir deixar o cargo no próximo dia 28. As razões são bem simples: a idade e o cansaço. Penso ser de entendimento quase geral de que estes dois factores são mais do que suficientes para por em causa a capacidade de liderança de um determinado indivíduo numa dada instituição. Fácil, com certeza, não será, mas poderá ser o melhor a fazer. E é exactamente aqui que queria chegar. Um líder tem de ser capaz de auto-avaliar a capacidade de liderar. Quando deduz a sua incapacidade, então tem de ter coragem de admitir e concluir que a próxima decisão, que melhorará o organismo à frente do qual se encontra, é atribuir as suas funções a um próximo, que já deverá estar preparado a encarar a liderança. Uma simples frase como "Serei um bom líder se deixar a liderança." poderá ser tão estúpida, como é óbvia. Cabe ao líder decidir. Obviamente, nem todos nascemos para liderar, mas todos nascemos com a capacidade de criticar aqueles que lideram e as suas decisões. Esta decisão do Papa Bento XVI não foi excepção à regra, mas acredito que o fim da liderança deste Papa é muito mais do que uma simples decisão, também é um exemplo demonstrado à escala mundial.
João Francisco Baptista - Colaborador da AAUMa