O Funchal quer três equipas de futebol na Liga Profissional (sempre defendi um clube representativo) pois o Funchal que pague. O Funchal quer ter um Jornal também pago com o dinheiro dos nossos impostos, pois o Funchal que desembolse e pague a fatura. O Funchal pretende uma Assembleia Regional dispendiosa pois então que sustente e suporte tamanhas mordomias. Tudo isto para dizer que os concelhos periféricos passam bem sem as modernices da capital num contexto de crise pois quando toca a pagar todos os contribuintes, sem exceção, são chamados e penalizados por um usufruto que muito bem dispensam, uma vez que não beneficiam, pois as prioridades atuais são outras. Quem manda não quer o Armas a passar pelo Funchal mas no Caniçal há um porto em condições para recuperar a linha Canárias, Continente e Madeira, reduzindo custos de produtos e captando passageiros e turistas. Trocando a coisa por miúdos a divisão geográfica da Madeira terá de ser repensada, até porque as acessibilidades também são outras. O atual modelo teve sucesso mas esgotou-se. Não através da ideia peregrina de eliminar concelhos e freguesias, mas através de um modelo de proximidade. Chamem capitanias ou outra coisa qualquer mas a região podia ser divididas em três regiões, dividindo os males e os benefícios pelas aldeias, ou seja cada uma com o seu orçamento próprio, pagando aquilo que gasta Cada concelho podia manter a sua própria identidade mas reduzindo custos uma vez que não há dinheiro e o povo não pode pagar tantos impostos. Uma capitania podia integrar os concelhos de Santa Cruz, Machico e Santana; a capitania do Funchal compreendia todo o concelho citadino e o Porto Santo, enquanto Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta, Porto Moniz e São Vicente determinam a terceira capitania. Falo por mim cidadão de Machico e penso que a questão pertinente poderá ser alvo de reflexão por todos os residentes na região, mormente os que se residem fora da capital. Que mal fizemos nós a Deus para ter de pagar aquilo que não consumimos ou então beneficiarmos de forma relativa, ao ponto de dispensarmos e dizermos… passem muito bem?
Miguel Justino - Repórter