2013 já leva 49 dias e outros tantos números que assustam, valores dispersos que foram publicados nas edições deste ano do DIÁRIO e que decidi agrupar. Juntos são ainda mais colossais e dramáticos, a merecer indignação e acção.
Enquanto quem manda insiste em culpar os outros, saiba que na sua terra…
. 3.865 empresas correm risco de fechar, pois 30% do tecido empresarial admite atravessar grandes dificuldades
. 1.063 empresas fecharam ao longo do ano passado. Madeira foi única região do país que teve menos empresas criadas que dissolvidas
. As vendas de gasóleo caíram 13,8%, valor referente aos primeiros dez meses de 2012
. O sector público não consegue poupar, já que apesar do número de contratos ter caído para quase metade, a poupança foi de apenas 30 milhões
. O sector automóvel perdeu 58% do mercado, a maior queda desde 2003 nas 20 empresas que na prática, todas juntas, venderam um carro por semana no passado
. Abate de carros aumentou 82%
. A Segurança Social tinha 15 viaturas sem seguro e 3 das 5 ambulâncias de Santa Cruz estavam avariadas
. A aplicar a receita do FMI na Região, o Governo teria que mandar para casa 5 mil funcionários. O corte permitiria poupança de até 96 milhões aos cofres regionais
. O Serviço de Saúde arrisca-se a perder já este ano 10% dos seus médicos de família
. O cinema perdeu 18% de espectadores. Os resultados estão em queda há quase uma década. Em 2012 foram menos 60 mil espectadores a ver filmes
. O consumo de cimento recua para valores registados há 32 anos. Desde 1980 que não se consumia tão pouco cimento, não se via tão poucas obras e inaugurações
. Jardim esteve sem inaugurar 49 dias consecutivos, um recorde pessoal.
. Temos 45.300 'Eleitores fantasma', que representam 17,6% do total de votantes e distorcem os valores da abstenção
. Sector público gasta 520 mil euros com advogados externos: Governo e Câmaras da Região têm 260 advogados, mas contratam fora
. Compras e levantamentos Multibanco diminuem 4% na Região
. Madeira já pagou 13,6 milhões de juros a Lisboa. No final do contrato, em 2033, a Região terá pago à volta de 600 milhões de euros
. Dívida de 247 milhões empata 7 vias. Equipamentos de Segurança nos novos túneis depende de 120 milhões de euros para acabar obras
. As Câmaras perdoam 9 milhões de euros ao Governo. Bondade das autarquias, litígio e não concretização das obras são as causas
. SESARAM tem facturas por pagar desde 2007. Tratam-se de dívidas à Apifarma e à Apormed que ascendem a mais de 110 milhões de euros
. 17 figuras públicas são multadas por desleixo na entrega de contas dos organismos que tutelam
. A Madeira leva rombo nas transferências do Estado, pendendo 73 milhões de euros com a Lei das Finanças Regionais
. A hotelaria que viu 21 das suas unidades serem distinguidas pelo TripAdvisor perdeu em 2012 quase 5% de hóspedes, 1% em dormidas e 0,8% em proveitos
. Turismo só vai crescer 1% ao ano até 2015 neste destino que deve apostar nos circuitos turísticos e no turismo de natureza. A estimativa modesta está plasmada no PENT
. 24.472 desempregados registados na Região em Janeiro deixam antever o pior. Aliás, a taxa de desemprego no 4.º trimestre de 2012, de 19,7%, já havia dado o mote
. Mais de 3.600 tinham trabalho mas queriam um novo emprego. Este número de pessoas com trabalho, mas inscritas no IEM, tem aumentado com a crise
. Dos 557 alunos que saíram das escolas entre o ano lectivo de 2011/12 e o de 2012/13 há 262 que deixaram o ensino por causa da emigração, 4 vezes mais do que no período anterior
. Em Janeiro de 2013, a variação média registada pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) nos últimos doze meses foi de 5%, valor superior ao registado no mês anterior em 0,2 pontos percentuais
. Os nascimentos diminuíram 16%. Nunca a quebra de nados vivos na Região tinha sido tão acentuada: só nasceram 2.028 bebés
. Em Janeiro deste ano passaram pelas urgências 30 pessoas vítimas de intoxicações voluntárias
. Como se não bastasse tanta desgraça junta, em menos dois meses há 7 vítimas mortais resultantes de acidentes de viação...
Estas são as metas que o poder, que nunca tem culpa de nada, não se gaba de ter atingido. Estes são números que nos envergonham. Enquanto isso o País das notícias delira com o verbo ideal a utilizar quando alguém manda 'tomar' ou 'levar' no dito cujo e recupera das dores abdominais e do fartote de riso causado pela alegada obrigatoriedade na solicitação de facturas. Fracturas é o que o País precisa.