Um ditado popular Chinês cita: " Na queda de uma árvore, os macacos se dispersam". Este ditado é bem atual e demonstra que independentemente do momento em que vivemos, na nossa evolução política, religiosa, tecnológica, económica, social e cultural, a natureza humana tem na sua génese de evoluir para se autodestruir. O mesmo acontece com a nossa cultura regional e acima de tudo com quem por "lobby" hereditário, ou|e"meramente sexual", têm sempre acesso privilegiado aos vários patamares da gestão cultural onde consequentemente contribuem para a sua estagnação. São sempre os mesmos protagonistas, os responsáveis pela má gestão e conservação do nosso património cultural imaterial e material ( exceção feita ao património religioso, que é responsável por muitos "milagres políticos" e que contribui simultaneamente para fortalecer a riqueza da Igreja Católica, complementada esta, pela Opus Dei, mítica obreira do extra-património que em Portugal está avaliado em mais de cinquenta milhões de euros!), pela destruição de alguns dos projetos culturais potencialmente capazes de virem a dar frutos promissores e consequentemente mais valias económicas para todos os Madeirenses. No entanto não sendo estes os responsáveis/protagonistas pelos referidos projetos, simplesmente acionam o "Butão Vermelho", destruindo-os por completo, sem deixar inclusivamente os vestígios dos projetos de programas anteriormente realizados e que até então eram visíveis nas plataformas institucionais criadas na internet, promovendo no mundo o nosso destino turístico-cultural. Resumindo, a nossa situação atual insere-se num outro ditado :" Por causa do ferreiro, perdeu-se o prego; por causa do prego, perdeu-se a ferradura; por causa da ferradura, perdeu-se o cavalo; por causa do cavalo, perdeu-se o mensageiro; por causa do mensageiro, perdeu-se a carta; por causa da carta... perdeu-se a guerra."

Luís Guilherme Nóbrega, Professor