Bento XVI resignou ao papado, assumindo não ter a força física e espiritual necessária para levar a cabo o ministério de Pedro. Alberto João Jardim, mesmo sem ânimo nem competência para dirigir a Madeira, fica para agoniar a Região até ao fim. Bento XVI valeu-se da sua coragem para abdicar, assumindo que o faz em benefício da Igreja. Alberto João Jardim esconde-se por entre os escombros que se avolumam sobre a Madeira e a vida dos madeirenses. Bento XVI mostrou humildade ao renunciar à liderança da vida espiritual de mais de dois mil milhões de pessoas. Alberto João Jardim não resiste à soberba de continuar a dominar e sacrificar a vida de mais de 265 mil madeirenses. Bento XVI soube ser responsável ao reconhecer as suas limitações físicas e mentais face ao gigante desafio exigido a quem dirige a Igreja. Alberto João Jardim dorme descansado enquanto a sua incapacidade de resolver os problemas que ele próprio criou condenam a vida de mais de 90 mil famílias madeirenses. Bento XVI examinou a sua consciência perante Deus e concluiu que deveria abrir caminho a outra solução. Alberto João Jardim recusa-se a fazer um exame de consciência perante os madeirenses e as suas dificuldades, insistindo em bloquear a porta de saída de que todos nós necessitamos. Bento XVI renunciou em plena liberdade, dando um raro exemplo de desapego ao magnetismo do poder. Alberto João Jardim insiste em exercer uma forma de poder que asfixia a independência económica e social da Madeira e deixa-se, ele próprio, prisioneiro da pegajosa teia que construiu. Bento XVI fechou um presente difícil e abriu um futuro com esperança. Alberto João Jardim tranca-nos num momento infernal e prolonga-o no amanhã.
Hélder Spínola, Deputado da Nova Democracia