"As preciosas ridículas" Esta peça de teatro, de Moliére, séc. XVII, descreve o caso de duas raparigas, que imitaram as roupas e a linguagem da nobreza, para ridicularizar as senhoras da alta sociedade. Os namorados dessas raparigas, porém, decidem dar-lhes uma partida: vestiram os empregados, como se fossem nobres, e mandam-nos cortejar as raparigas. Estas, que pensavam fazer troçar das outras mulheres, afinal, elas é que foram ridicularizadas. Rei dos Piratas Henry Avery, conhecido como "rei dos piratas", espalhou o terror nos mares, no séc. XVII. No final da sua vida, para escapar à forca, refugiou-se numa terra desconhecida. Mas, antes, o pirata confiou o seu tesouro (jóias e ouro roubados) a comerciantes de Bristol, Inglaterra. Estes aproveitaram o facto de o pirata não poder revelar-se, apropriaram-se do tesouro e não lhe pagaram nada. O rei dos piratas do mar, afinal, acabou sendo vítima dos "piratas" em terra. Experiência da execução Em 1792, em França, o rei Luís XVI promulgou o uso da guilhotina, que tinha sido sugerido pelo médico José Guilhotin. No entanto, foi o próprio monarca um dos primeiros a experimentar a sua eficácia. A 21 de janeiro de 1793, o rei Luís XVI foi executado na guilhotina, que o próprio tinha aprovado, no ano anterior. Idêntica situação tinha ocorrido com o rei Carlos I, na Inglaterra. Em 1628, numa atitude autoritária, contra a Magna Carta, fixou impostos sem autorização do parlamento. Esta afronta, aos representantes do povo, originou conflitos e revoltas, que terminaram, a 30 de janeiro de 1649, com a execução do rei na forca que o próprio tinha mandado executar muitos dos seus inimigos. Defeito político Manuel Fernandes Tomás, ministro do Reino e da Fazenda, chegou a presidir ao governo provisório, durante o movimento liberal de 1820. Este político apresentou uma lei a "proibir o vencimento de quaisquer rendimentos, pelo desempenho de cargos públicos". Esta foi uma "atitude nobre e corajosa", segundo uns, mas, segundo outros, não passou de um "político com defeito de ser honrado e pobre". Dois anos depois, os amigos, ao verem a sua pobreza, publicaram um anúncio na imprensa, pedindo ajuda para o seu sustento. Todavia, aquele honrado político morreu, totalmente na miséria, no dia seguinte ao anúncio, a 18 de novembro de 1822, "vítima da sua própria lei" - dizem. Crítica maldosa Há cerca de vinte anos, numa aldeia do Algarve, apareceram folhas A4 com escritos difamatórios, na forma de poema anónimo. As pessoas na aldeia, de imediato, concluíram quem teria sido o autor de tal documento, dado o tipo de linguagem e temas abordados. Pelo contrário, tinham dúvida em saber quem eram os destinatários de tais difamações. O que o autor do "poema" desconhecia, é que a critica maldosa e ridícula dá mais a conhecer quem a faz, do que a pessoa visada. João Luís Gonçalves, Procurador da República no TAF Loulé
João Luís Gonçalves