Infelizmente para a sua população, o Porto Santo é, hoje, uma ilha abandonada e traída. E os traidores são bem conhecidos. Os porto-santenses sabem muito bem quem são e como se chamam quem os traiu e abandonou. E também sabem muito bem o que lhes prometeram mas que, na verdade, não têm. A realidade é dura e crua. Os traidores - o presidente do Governo Regional, o ex-presidente da autarquia, que fugiu da ilha depois de tudo o que andou a assinar de cruz, o vice-presidente do Governo Regional com a sua faraónica sociedade de desenvolvimento, entre outros - prometeram uma ilha de leite e mel, mas o que, hoje, diariamente, os habitantes do Porto Santo enfrentam é desemprego como nunca antes viram, são já cerca de seiscentos que não têm trabalho e metade destes não recebe subsídio. O Porto Santo é, hoje, uma dos concelhos mais endividados da Região. 10 ME, tendo recorrido ao PAEL, o que tem como consequência aumento de impostos e taxas municipais, ou seja: ainda mais austeridade a juntar à violenta austeridade derivada do PAEF da responsabilidade de Alberto João Jardim, porque a Madeira e o Porto Santo estavam em pré-falência e bancarrota depois de uma década de completa irresponsabilidade em que foram gastos mais de 20 mil ME, que serviram sobretudo para que o PSD se perpetuasse no poder e satisfizesse a sua clique, que "engordou" e enriqueceu comendo no erário público. A par disto, o Porto Santo tem em mãos um osso bicudo para resolver. As empresas municipais "Areal Dourado" e "Porto Santo Verde" estão falidas, pondo, em risco, cerca de 50 empregos, estando isto a acontecer enquanto o fugitivo Roberto Silva, acampado, no parlamento, faz de conta que nada tem a ver com o caos, tendo ainda a lata de votar contra qualquer proposta que a oposição apresente para ajudar os porto-santenses. Tenho dito que quem criou os problemas não é a solução. E assim reafirmo, acrescentando que, quem voltou as costas ao seu povo, não merece, em consciência, o mínimo de consideração.
Victor Freitas, Presidente do PS-Madeira