Leitora devidamente identificada Um pouco na sequência do artigo do DIÁRIO de Notícias do dia 7 de Fevereiro de 2013, "pingo amargo", gostava de fazer o seguinte reparo: Os portugueses em geral, e os madeirenses em particular, estão afogados num mar de obstáculos. A grande maioria pelo menos. Não há nenhuma novidade nisto. O que é que sucede então? Tal como abutres, à espera de atacar a presa moribunda, também as grandes superfícies comerciais que agora se limitam ao "Pingo Doce" e "Continente" apertam o cerco aos seus clientes madeirenses. O Pingo Doce já ajudou (???) a Madeira, por ocasião do temporal. Mas se com a mesma mão que deu, depois vem tirar, não adianta de nada. No momento actual, vemos os dois únicos concorrentes no mercado a praticarem preços exorbitantes. Ou então, o preço mantém-se, mas subtraem na quantidade. O Continente nos Viveiros, que beneficiou tanta gente com o estacionamento gratuito, agora, como numa caça às bruxas, enxotou quem deixava lá o carro. Esqueceram que, essas mesmas pessoas, também faziam as suas compras lá. Na gerência do Modelo/continente, argumentam que só podem deixar o carro por duas horas, para haver lugar para todos. Mais uma falácia. Para mim, é muito curioso, justamente agora, em que o desemprego aumentou, os preços disparam, os vencimentos descem, as adversidades multiplicam-se, é quando resolvem brindar-nos com mais este obstáculo. Se mesmo com IVA actual, mesmo sem o "Armas", se houvesse concorrentes à altura, seria vê-los a cativar os clientes, como fazem no lado de lá do Atlântico. Até bónus de combustível dão. Assim, estes dois (leia-se, pingo doce e continente) gerem os seus negócios imponentemente sós. E nós, o Zé-povinho, está entregue a si próprio. Ninguém espera que grandes sectores económicos, façam caridade, mas tirar proveito das dificuldades de cada um, é demais.