A última semana voltou a comprovar aquilo que já se sabe: as coisas não estão fáceis em nenhum sector da actividade económico-social. Os alertas, as notícias, os pedidos de socorro vão todos no mesmo sentido. Já ninguém tem dúvidas sobre o que é a crise e as suas consequências. Claro que há excepções. Para os nossos políticos parece que não se passa nada. É uma espécie de Carnaval permanente, com disfarces atrás de disfarces, porque o que interessa é 'sacudir a água do capote' e conseguir, sempre, que a culpa seja atribuída ao governante do lado ou às vicissitudes da Natureza. Não é preciso grandes investigações para constatar que o presidente do Governo e uma série infindável de 'parasitas' com cargos na administração pública deveriam ter tido uma semana de trabalho normal, centrados naquilo que são pagos para fazer. Mas não. Sem qualquer pudor, passaram a semana a resolver questões partidárias, candidaturas autárquicas e outras questiúnculas, tudo às custas do erário público. Trabalho? Zero! À conta desta displicência, com o exemplo a vir de cima, houve governantes que voltaram a passar totalmente despercebidos, sem trabalho feito, sem nenhum tipo de problemas. A crise não é para eles. Os problemas são do povo. Cá fora, um pouco mais espampanantes, os partidos da Oposição vão fazendo pela vida. Mas com o mesmo grau de desfasamento da realidade, da vida das pessoas. Tal como esta governação, para que é que servem iniciativas e ideias estapafúrdias sem qualquer aplicação prática? Pois, tal como ao Governo, à Oposição também interessa dar a ideia que está a fazer alguma coisa. Vai servir-lhes de muito... O que é que seria possível fazer, então? Estas coisas não mudam de uma hora à outra, é verdade. Mas se continuarmos a ter uma classe política como temos, a quem não chega nem um sinal da crise que vai cá fora, no mundo real, é óbvio que nunca mexerão uma palha. Isto não vai com porreirismos. JÚLIO DE SOUSA ADMINISTRADOR DA JCTOURS A JCTours já assegurou para este ano o mesmo volume de vendas de 2012, com grupos de viagens de incentivos e congressos na Madeira. VASCO ROQUE EMPRESÁRIO - VSR A conjuntura económica manda que não baixemos os braços. Para a 'VSR-Construções Metálicas' a alternativa é Moçambique. NUNO HENRIQUE SANTOS ARTISTA PLÁSTICO Bolseiro da FCB e da FLA, este madeirense a residir em Nova Iorque acaba de ser premiado por outra fundação espanhola. ROBERTO FERNANDES COMISSÁRIO DA PSP-MADEIRA Volta a estar na ordem do dia da PSP por via de uma estranha opção pelo sindicalismo, e sempre com as velhas questões por clarificar. RUI MASSENA MAESTRO DA OCM Um maestro deveria ser o último a abandonar a orquestra. Mas afinal temos um novo 'Costa Concórdia'. Serviu-se e nem olhou para trás.