Onde está a grande catástrofe meteórica que fez desmoronar o nosso modelo de desenvolvimento? Estamos à espera de ler algures que foi devido a uma fatalidade incontornável, fora do alcance dos humanos, os quais daí em diante se virem obrigados a fazer grandes sacrifícios, muitos a passar fome. Nada disso, vamos ler antes que teve a ver com a economia, a sua dependência de condições externas, da globalização, da especulação financeira, são termos que tentam branquear a responsabilidade dos políticos. E nós? Abstivemo-nos de questionar essa promessa de um crescimento económico garantido, alimentámos cegamente essá lógica entregando-nos ao consumo desenfreado de todo tipo de produtos e face ao nosso comportamento perante a natureza, perante o lixo que produzimos, o esgotamento dos recursos naturais, a devastação das florestas, a exploração de outros povos, a poluição, a extinção de espécies, perante tudo isto queremos relegar as nossas responsabilidades à classe política que nos governa e que nos prometeu o progresso. Isso não é coerente. O resultado não poderia ser outro, cozinhamos a receita para a desgraça. Sem dúvida, na nossa ânsia pelo mais cómodo, mais barato, mais rápido, demos luz branca aos governos e logo às grandes empresas para cometerem estes atentados em nosso nome supostamente a nosso favor. E o que moveu as massas, moveu os indivíduos, estivessem eles em que cargo fosse, foram movidos pelo egocentrismo. Os partidos actuais e a maioria das pessoas a eles ligadas estão fortemente condicionadas pelo modo como as coisas foram feitas até agora e não concebem a possibilidade de pensar fora da caixa. Pensa-se ainda em reabilitar o modelo de crescimento, relançar a sociedade trabalhista do consumo, voltar à luta de classes dos trabalhadores e do patronato que é a eterna objectivação da polarização política dos partidos de esquerda e direita. Felizmente há pessoas a pensar fora da caixa! Na verdade há um número crescente de pessoas. E em Portugal o mais recente partido político PAN com a sua visão holística congrega uma massa crítica de pessoas a pensarem fora da caixa. O PAN é uma confluência de pessoas que perceberam que devemos estar de uma maneira diferente na sociedade, o PAN fala de um novo paradigma mental, ético e cultural, uma nova maneira de estar, um novo estilo de vida.
Rui Almeida, Deputado do PAN na ALM