Lucília Ferreira ostaria de responder ,à carta de leitor do sr. J. Arlindo A. Gouveia. O sr.fica indignado por pessoas civilizadas condenarem a matança do porco. Começa por dar conselhos como: “averguem o serrote” “gente desocupada”.etc etc... O sr. conhece por acaso as pessoas em questão, para fazer tais juízos de valor? Não fale de quem não conhece, nem daquilo que não sabe. Desculpe dizer-lhe, mas como todo o ignorante, você é arrogante, falando de coisas que não percebe. Passo a explicar: como se pode comparar o sofrimento de um animal senciente ao de uma simples planta? As plantas não têm cérebro, os animais sim. É pelo cérebro que sentimos dor, sofrimento, alegria, medo. A isto chama-se senciência animal e está provado cientificamente que os animais são capazes de sentirem emoções e de as expressarem. Fala em desenvolvimento sustentável, mas parece desconhecer que o consumo e produção de animais, estão directamente ligados aos desequilíbrios ambientais, mais, do que a poluição automóvel. Preocupa-o o que vamos comer na quadra de Natal (não faço parte da Plataforma, mas não como carne). Não se preocupe com isso, pois a nossa refeição será muito mais saudável do que a sua, certamente. E isto também está provado cientificamente! Rebate que “atordoar o porco é tortura”. Mais uma vez fala do que não sabe. Para sua informação, há na legislação dos países mais civilizados, como forma de diminuir o sofrimento dos animais, a obrigatoriedade de os atordoar que pode ser por: pancada na cabeça, descarga eléctrica, pistola de abate ou por dióxido de carbono. É isto que se faz nos matadouros. Mas nós sabemos, que isso apenas diminui o sofrimento, não o tira, nem não evita o stress,a percepção eminente da morte, pois eles, como referi, são sencientes e apercebem-se disso. Queixa-se do Dr. “Passos Coelho que lhe tira o suor do seu trabalho”. Então você quer ter a boa vida dos países mais civilizados, mas com mentalidade de primata. Pois olhe, que para gente, que ainda se diverte com touradas e matanças de animais, neste “portugal pequenino”, de gente pequenina, ainda se vive muito bem. Por último tenha um pouco mais de atenção à sua escrita. Aconselho-o pois, a ler um pouco mais, pois é lendo que se aprende! E aí, poderá ser que aprenda, do quanto os animais são capazes de nos surpreender, comportando-se com lealdade e amizade, que muitas vezes nos envergonham!