Os protestos pelo direito à habitação continuam hoje, com manifestações e assembleias populares marcadas em várias cidades do país, promovidas por movimentos cívicos, para reivindicar medidas que respondam à crise no setor.
Em Lisboa, está marcada para as 15:00 uma manifestação promovida pelo movimento Acampada de Lisboa, do Marquês de Pombal ao Rossio, enquanto no Porto o protesto começa às 16:00, num percurso da Praça da Batalha à Praça D. João I, organizado pelo movimento Acampada do Porto.
Já em Aveiro, na Praça da República, em Braga, no centro da cidade minhota, e Coimbra, na Praça 8 de Maio, estão marcadas assembleias populares com início às 15:00.
Duas semanas após o início, no Porto, os protestos pelo direito à habitação prosseguem, cumprindo, assim, a promessa de continuar nas ruas até que o Governo deixe cair a nova lei das rendas e adote medidas como o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, a proibição de compra de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas e a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
O Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, assinala hoje a abertura ao público das antigas cozinhas da cadeia, com a inauguração da exposição temporária "Linha de Horizonte".
A mostra, da autoria de Rui Macedo, com cocuradoria de Aida Rechena e Inês Valle, apresenta uma intervenção especificamente desenhada para aquele espaço que reúne pintura, instalação e a arquitetura do lugar, partindo daí para refletir sobre "repressão, tortura, resistência, liberdade e memória", segundo uma nota da organização acerca da exposição.
O Museu Nacional Resistência e Liberdade foi inaugurado oficialmente no dia 27 de abril de 2024, exatamente 50 anos depois da libertação dos presos políticos do Forte de Peniche, quando os portões das várias prisões do Estado Novo se abriram depois de 48 anos de repressão e ditadura.
DESPORTO
O FC Porto procura voltar hoje aos triunfos, após a derrota a meio da semana para a Liga dos Campeões, ao defrontar em Barcelos o Gil Vicente, em jogo da nona jornada da I Liga de futebol, que lidera destacado.
Depois do desaire caseiro com PSV Eindhoven (1-0) na Liga dos Campeões, o FC Porto vai tentar na casa do sétimo classificado reforçar ainda mais o bom arranque de campeonato e somar a nona vitória consecutiva.
Os 'dragões' vão entrar em campo com cinco pontos de vantagem sobre o Benfica, segundo classificado, frente a um Gil Vicente que vem de um motivador triunfo na casa do Sporting de Braga (2-1) durante a semana, em jogo em atraso da segunda jornada.
INTERNACIONAL
Uma nova jornada de protestos está hoje convocada para França e cerca de 70 mil membros das forças de segurança estão mobilizados para vigiar as manifestações promovidas sobretudo pelo movimento dos "coletes amarelos" e estudantes.
O país está em alerta máximo, em particular após o Governo francês ter prometido que os distúrbios do fim de semana passado não se repetirão.
No passado fim de semana, protestos contra o aumento do custo de vida e a situação do setor da educação acabaram por ficar marcados por atos de violência em várias cidades francesas, incluindo danos em edifícios públicos e pilhagens em estabelecimentos comerciais.
Na véspera da nova jornada, o executivo alertou que estavam a circular nas redes sociais "inúmeros apelos" para "cometer atos de violência" e "pilhagens".
Para hoje, apenas serão autorizadas as manifestações organizadas pelos sindicatos, advertiu o Presidente francês, Emmanuel Macron.
Após os tumultos do fim de semana passado, as autoridades de várias cidades francesas, incluindo de Paris, decretaram recolheres obrigatórios e limitação de circulação em algumas zonas.
Hoje, na capital francesa, os principais museus da cidade, como Louvre, d'Orsay, Picasso e o Grand Palais estão encerrados.
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Dezenas de organizações de toda a Espanha convocaram uma manifestação para hoje em Madrid "em defesa das pensões públicas", um dos temas que têm estado nos debates da pré-campanha para as eleições legislativas espanholas de 29 de novembro.
A manifestação pelas pensões junta-se a outros protestos, pela habitação e dos professores, que diariamente têm estado nas ruas de Madrid nas últimas semanas e que também têm marcado a pré-campanha das legislativas.
Segundo a plataforma Coordenadora Estatal pela Defesa do Sistema Público de Pensões (COESPE), que convocou a manifestação de hoje, o protesto recebeu "uma avalanche de adesões" de organizações sociais, sindicais, políticas, culturais e internacionais.
LUSOFONIA, ÁFRICA E COMUNIDADES
Os candidatos à presidência brasileira Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concentram hoje as ações de campanha nos maiores círculos eleitorais do país, numa tentativa de conquistar votos na véspera da segunda volta das eleições.
Da orla de Copacabana à Avenida Paulista, Lula da Silva percorre hoje dois dos palcos mais emblemáticos do país para encerrar a campanha, o primeiro e terceiro maiores colégios eleitorais brasileiros, com 34,1 milhões e 12,9 milhões de eleitores, respetivamente.
De manhã, caminha com os seus apoiantes junto à praia mais famosa do mundo e à tarde vai ao coração de São Paulo, a maior cidade da América Latina e centro financeiro do país, numa última tentativa de transformar a força das ruas em votos.
Já Flávio Bolsonaro, que parte na frente depois de ter vencido a primeira volta com cerca de dois pontos percentuais a mais que Lula, começa hoje de manhã no estado que tem acertado no vencedor das presidenciais desde 1989 e termina no berço político da família.
Em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais que é o segundo maior colégio eleitoral do país com 16,4 milhões de eleitores, o candidato do Partido Liberal realiza um desfile de motas entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade.
À tarde, vai para a zona oeste da 'cidade maravilhosa', para participar numa caravana na Barra da Tijuca com destino à casa onde o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, vivia.
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A Assembleia da República moçambicana reúne-se hoje em Maputo, em sessão extraordinária, para apreciar e votar a proposta de alteração ao Orçamento do Estado deste ano, adicionando 47,4 milhões de euros receitas de gás e aumentando despesas.
A proposta, que começa a ser discutida pelas 09:00 locais (08:00 em Lisboa) e tem aprovação garantida pela maioria parlamentar da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), visa alterar dois artigos, de receitas e despesas, da lei que em dezembro passado aprovou o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026.
Em 26 de maio, o Governo moçambicano aprovou, em Conselho de Ministros, uma revisão ao Orçamento do Estado de 2026, adicionando 3.574 milhões de meticais (47,4 milhões de euros) de receitas de gás e aumentando a despesa prevista.
Em resultado destas alterações, os recursos internos do PESOE de 2026 passam de 442.952,7 milhões de meticais (5.965 milhões de euros), conforme Orçamento aprovado em dezembro, para 446.527,3 milhões de meticais (6.013 milhões de euros), correspondendo a 27,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a despesa pública aumenta de 520.634,2 milhões de meticais (7.012 milhões de euros) para 524.208,8 milhões de meticais (7.060 milhões de euros), equivalente a 32,1% do PIB.
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O partido moçambicano Anamola realiza hoje, em Maputo, a sua primeira Convenção Nacional extraordinária, prevendo a participação de mais de 400 delegados, para apreciar alterações aos estatutos, aprovar instrumentos normativos pendentes e definir os próximos passos políticos.
O encontro está previsto para se iniciar pelas 09:00 (08:00 em Lisboa), em formato híbrido, com base central na cidade de Maputo e participação de estruturas do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), de Venâncio Mondlane, a nível nacional, provincial, distrital e da diáspora.
O Anamola não detalhou a agenda concreta do encontro de hoje, nem identificou todas as propostas que serão submetidas à apreciação ou votação dos delegados, mas o partido afastou qualquer possibilidade de substituição de Venâncio Mondlane na liderança da organização política, após especulações suscitadas pelo julgamento do fundador do partido, em novembro.
O Tribunal Supremo agendou para 17 de novembro o início do julgamento de Venâncio Mondlane, no âmbito dos protestos que se seguiram às eleições gerais de 09 de outubro de 2024, nas quais o político foi candidato à Presidência da República e não reconheceu os resultados oficiais, estando acusado dos crimes de apologia pública ao crime, incitamento à desobediência coletiva, instigação pública à prática de crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo.
