Cumpriu-se neste passado sábado mais uma edição, a 55ª da tradicional Volta à Cidade do Funchal, a São Silvestre mais antiga de Portugal e uma das mais antigas da Europa.

Desde já uma saudação e um agradecimento especial a todos os participantes, pois foram batidos e por larga margem os recordes, tanto de inscrições (2026), como de atletas a finalizar a prova (1747). De parabéns a população madeirense, pois além do extenso pelotão a correr, foram muitos os milhares de espectadores que ao longo do percurso assistiam, não se cansando de aplaudir e incentivar os atletas.

Como elemento da organização, e em jeito de balanço final, considero esta verdadeira festa do atletismo Regional um grande êxito, pois, ter mais de 2000 pessoas a praticar desporto em simultâneo, foi algo visto pela primeira vez na nossa Região. Assistir à felicidade e contentamento generalizado dos atletas após a conclusão da prova, num evento que reuniu participantes de vários extratos sociais, de 102 agremiações, clubes ou instituições, com diversas cores politicas representadas e acima de tudo com muitas famílias, algumas com várias gerações a competir e a confraternizar, foram motivos de sobra para todos os envolvidos neste evento se sentirem satisfeitos.

As pequenas falhas, que possam ter existido, são arestas a limar pela organização em futuras realizações.

Para meditar, aqui vão alguns números interessantes, começando pelos 66 estrangeiros de 21 países, sendo a Grã Bretanha com 11 atletas o mais representado, logo seguido pelos EUA. O Aquagym/Optica da Sé foi a instituição que teve mais atletas (99) a concluir a prova.

Classificaram-se 34 equipas (mínimo 3 elementos) em femininos e 67 nos homens. O vencedor António Abadia fez 16.44, o último Maria Neto gastou 1.01.29. João Batista, com 75 anos, foi o menos jovem em prova. A organização movimentou entre juízes e colaboradores cerca de 70 pessoas.

Para finalizar, para todos, desejo de um feliz Ano Novo com muito exercício físico e sempre pensando que o melhor das nossas vidas ainda está para vir.

Egídio Olim