A poucas horas de fechar o pano de 2013 e abrir-se o novo ano de 2014. Todos os anos novos funcionam como uma espécie de renascimento, abertura de uma nova etapa, uma nova página nas páginas da vida. Conheço quem faça promessas, quem defina objectivos, empresas que ambicionam atingir resultados, Estados (como o nosso) que lutam pelo cumprimento do défice e regresso à confiança dos mercados. Não concordo com a expressão “Ano novo vida nova” porque herdamos de um ano para o outro bom e mau do passado. Mas podemos melhorar o futuro se fizermos um correto diagnostico e implementarmos a ação. Os tempos que vivemos, e particularmente o novo, são desafiantes. Continuamos sob resgate e espero que o ano termine (des)resgatados. Não tenho duvidas que no futuro precisaremos de convergência de esforços, de gente sensata e que arrisque. Todos esperam que se volte a escrever a história. Vamos precisar, no futuro, de objectivos , compromissos e de enorme responsabilidade. O documento “Evangelli Gaudium” – exortação apostólica do Papa Francisco, é um guia recomendável. Revela a força do ser , os propósitos , a forma clarividente como observa o mundo, a perseverança dos predestinados a combater a ortodoxia e o “status quo”. Muito já fez em tão pouco tempo e seguramente muito fará no muito tempo que tem pela frente. O Papa Francisco exorta a passagem da pastoral de conservação à pastoral de missão. O mundo será melhor se cada um de nós procurar ser melhor amanhã. Bom 2014!

Rui Barreto