
O ex-presidente da Câmara de São Vicente foi expulso do PPP/PSD/Madeira-Partido da Autonomia. Seguiu o caminho do ex-vereador do Funchal, Costa Neves e de outros militantes que cometeram o grave crime de não concordar com o líder e não se esconderem no silêncio cobarde de todos aqueles que, sabendo que o problema (único) do partido é um chefe sem noção da realidade, calam, consentem e assobiam para o lado. Apenas isso, porque as acusações de favorecimento de adversários baseiam-se no que alguém diz, diz que disse, ouviu dizer, ou foi mandado dizer.
Um momento vergonhoso para qualquer partido. Vergonhoso, não para o chefe porque esse já provou que não vive neste mundo, mas para todos os outros dirigentes e apoiantes. Todos são cúmplices do que está a acontecer, sem excepções. Estão todos agachados.
É claro que o que acontece num partido apenas diz respeito aos seus militantes, mas a obrigação de seguir as regras básicas da democracia é um imperativo constitucional que nenhuma associação, clube ou força partidária pode ignorar ou contrariar. Sob pena de ser extinta.
Também é óbvio que neste momento ser expulso do PSD-Madeira até pode ser um ponto positivo no currículo democrático, mas a situação é séria e preocupante. É este partido que ainda detém a maioria absoluta no parlamento regional e ainda governa esta terra.
Situações destas, de clara purga estalinista, metem medo, porque sugerem uma pergunta óbvia: se esta gente é capaz disto com os seus, o que fará com os outros?