Um museu é, na definição do International Council of Museums (ICOM, 2001), “uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade”. Apesar de ter apreciado o gesto da criação de um museu com o seu nome na Madeira, acho que o patrocínio a um serviço do tipo de uma ala pediátrica ou oncológica Cristiano Ronaldo, ou outra qualquer do seu agrado no Centro Hospitalar do Funchal, seria também muito bem aceite. Porquê ? Porque, quanto mais não seja, aqui vive a sua família, amigos e conterrâneos, que precisam de bons cuidados de saúde, eventualmente numa urgência médica. E porque não a criação e patrocínio de um espaço para o desenvolvimento da excelência no futebol na Universidade da Madeira? Seria uma área interessante para a pessoa humilde e trabalhadora que saiu daqui com 11 anos para conquistar o mundo. Uma Fundação com o seu nome seria a percursora da sua vontade. Longe vão os tempos em que o Natal era sinónimo de agregação familiar e despreocupação. Mercê das convulsões sociais esse sentimento tende a diluir tornando esta época quase banal, com muito pouco da magia que inebriava a nossa infância. Nem falo do consumismo ou da pressa que nos pressiona em tudo o que fazemos. Apesar das políticas ditas profiláticas e preventivas temos cada vez mais depressões, guerra e fome. Os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres estão cada vez mais pobres. A bagagem intelectual e o conhecimento técnico da humanidade é cada vez maior mas, em muitas situações que observamos parece que ainda vivemos na idade da pedra. Há que mudar mentalidades e práticas urgentemente ou o nosso futuro colectivo está ameaçado. Neste dealbar de ano desejo-vos um muito melhor 2014, inclusivé para os membros do governo, pois poderá ser sinal que também o será para os meus concidadãos. Até breve.
João MM Castro Psicólogo Clínico