Num momento histórico em que o PSD/M tem de dizer rapidamente ao que vem e para onde vai ou seja, qual a sua proposta para o futuro da Madeira. Alberto João Jardim persiste irresponsavelmente na sua “caça às bruxas” e no seu ajuste de contas interno contra aqueles que não se vergam às suas prepotências nem se intimidam com os seus desmandos e linguagem insultuosa. A última cena da indigência moral instituída, foi a expulsão de Humberto Vasconcelos, antigo presidente da C M de São Vicente, social democrata proeminente, num processo sem pés nem cabeça e onde nem sequer as testemunhas abonatórias foram ouvidas. O mesmo já havia acontecido a H. Costa Neves por delito de opinião. É esta a democracia amordaçada que se vive hoje no PSD/M, com a cumplicidade acobardada de um Conselho de Jurisdição que existe para fins meramente decorativos. Mas não só Depois de rejeitar qualquer responsabilidade na clamorosa derrota eleitoral de 29 de Setembro, Alberto João Jardim tenta agora manipular -com que vantagem? - o futuro do PSD/M, insultando ou desdenhando, directamente ou sob pseudónimo, nas páginas do JM, os candidatos ou potenciais candidatos à liderança que se recusam a ser suas marionetas e que têm “o supremo atrevimento “de pensar pelas suas cabeças. O reflexo desta leviandade será, estamos quase certos, mais um Congresso onde as regras da equidade entre os candidatos, a transparência de procedimentos, e o respeito pelos direitos dos militantes, serão espezinhados em benefício das obsessões e compulsões de uma liderança desgastada que perdeu o norte e que se recusa a olhar para o futuro.

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M