Teresa Silva Como sempre em temas mais incomodativos o Bispo do Funchal remete-se ao silêncio. Primeiro nunca expressou a pedido do Partido da Terra a sua posição inequívoca acerca da barbaridade da matança do porco nesta terra. Como é tradição, cala-se... Também foi tradição no passado os actos da inquisição... Também o silêncio do Bispo é confrangedor, perante o desrespeito das paróquias no que se refere às ditas missas do parto e que terminam sempre regadas em aguardente e afins. D. António também anda nas romarias nas missas mas não se digna de proibir nas madrugadas o ruído, por vezes de baixo nível, que se faz pelos altifalantes das igrejas, fazendo tábua rasa da lei do ruído e ainda mais grave a falta de respeito que deveria merecer o descanso de todas as pessoas. Outro silêncio gritante e mais grave é a sua posição de mudez quanto ao Jornal da Madeira, que novamente no orçamento regional para o próximo ano “rouba” aos madeirenses mais de 3 milhões de euros. Perante isto, o D. António continua no seu silêncio e com o seu sorriso fotográfico diariamente no Jornal da Madeira, como que a justificar a verba que todos os seus diocesanos são obrigados a contribuir para um Jornal oferecido. Como vem o Natal e como dizem os padres é um tempo novo e de nascimento para nova vida e compromissos cristãos, fica o repto ao Bispo desta Diocese, que se deixe de silêncios de circunstância, que se coloque ao lado do povo, como muitos bispos do continente e poucos padres da Madeira, exceptuando o padre José Luís, voz livre e coerente com a denúncia profética. É tempo de mudança também na Igreja do Funchal!