Há pouco mais de um ano, surgiu a instabilidade dentro do PSD-Madeira. Por coincidência, ou não, essa instabilidade chegou ao Governo Regional, pela Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos. São já três os Diretores Regionais de Juventude e Desporto apresentados pelo Sr. Secretário. O primeiro demitiu-se porque sentiu o dever “moral” de o fazer quando tomou conhecimento dos cortes para a sua área. O segundo demitiu-se ou foi recentemente demitido. Fica à escolha! De um lado disse-se que a demissão havia sido apresentada pelo ex-Diretor Regional por questões pessoais ou, por incompatibilidade com o Governo Regional devido às suas decisões relativamente ao Congresso sobre o Desporto, do outro lado disse-se que o ex-Diretor Regional havia sido demitido por ter tentado provocar o UI ao convidar celebridades regionais que estão contra as políticas praticadas pelo UI e seus pares. É como nos parecer melhor. O novo Diretor Regional da Juventude e Desporto, afinal, não é novo, até porque já exerceu funções na Secretaria Regional de Educação em tempos idos. Esta instabilidade do joguinho de cadeiras que vagam a cada início de época natalícia é inadmissível e profundamente reprovável. Mais reprovável ainda será o facto de o Sr. Secretário não estar a considerar as consequências da sua má governação e instabilidade interna. Esta instabilidade governativa há já muito que se estendeu às áreas tuteladas por este. Será que vê e finge não ver, ou vive num mundo tão seu que não consegue ver? Não vê que a instabilidade que trouxe à classe docente foi obra sua? Não vê que a instabilidade na educação ultrapassou totalmente o âmbito dos professores e já afeta as Direções das Escolas, alunos e encarregados de educação? Esta instabilidade não augura nada de bom no futuro, nem nada de novo que toca ao mandato do Sr. Secretário da Educação e Recursos Humanos. Mais do mesmo não trará novos ou melhores resultados. Mais do mesmo, como tem feito o Sr. Secretário, significa maior instabilidade, más políticas educativas, maus resultados e consequentemente, gerações perdidas no ciclo da pobreza regional.

Orlando Fernandes Líder da JS-Madeira