Utente da marina A Marina do Funchal não dispõe no seu interior de qualquer grua ou travel lift, rampa ou outro meio que permita pôr a salvo em terra qualquer barco, ao contrário do que acontece com a quase totalidade das marinas de Norte a Sul do continente e Açores. Dois destes equipamentos existem apenas junto à lota e são de difícil acesso, por entre as embarcações oficiais. A Marina do Funchal também está fortemente assoreada pelos inertes trazidos ano após ano pela ribeira. Comparem a profundidade indicada pela sonda, com os 4 m de profundidade no ancoradouro que constam no portal da marina. Existe um consenso entre quase todos os utentes da marina, de que as ondas de sul – sudeste até agora não entravam na embocadura da marina, por esta ser mais apertada e recuada e que, por isso, se dissipavam na foz da ribeira. Agora, com a nova muralha da ribeira, construída mais fora e mais a Oeste, as ondas deflectem nessa muralha fazendo “ricochete” para dentro da marina. Ninguém tem memória de ver ondas a quebrar junto ao enrocamento dos restaurantes como acontece depois da construção dessa muralha. O prémio dado pelo cowboy mor ao gabinete de arquitectos que fez a Marina do Lugar de Baixo, não foi o de os processar por incompetência, antes pelo contrário, encomendaram-lhes o projecto para esta nova frente mar. Não tenho dúvidas de que a maquete tenha ficado muito bonita, simplesmente, tal como aconteceu no Lugar de Baixo, não falaram com ninguém de juízo, tiraram umas fotografias e aqui vamos nós… Esqueceram-se foi de dizer ao mar que se teria de portar bem. O importante mesmo, foi, que o dinheiro entrou nos bolsos das pessoas certas, o resto, que se lixe. Ao contrário desta marina-da-madeira-nova-para-o-povo-superior, a Marina de Angra do Heroísmo, custa aos (atrasados) Açorianos (para embarcações até 8m), 429,9€ ao ano, acrescidos de IVA a 16% e 4% de resíduos sólidos. Esta marina está equipada com rampa, travel lift até 50t e grua até 10t. O sistema de amarração está em frangalhos. Sugiro que os proprietários se juntem aos de Machico, porque os de S. Cruz infelizmente já não existem, e peguem nos barcos, ou no que sobra deles, e os amarrem na Quinta das Angústias no responsável destas e doutras obras deste tipo, executadas pela Madeira Nova. As obras marítimas executadas pela Madeira Velha, essas, estão aí para lavar e durar.