Solidariedade, caridade, tolerância e perdão são valores associados ao Natal. Recolha de alimentos nos supermercados, jogadores e demais figuras públicas em hospitais pediátricos com prendas ás crianças, fechar de olhos das autoridades a alguns excessos próprios da quadra, Presidente da República, com indultos, restitui á liberdade reclusos. Percebo este amolecer, de corações empedernidos, por alguns dias. Ficamos mais sensíveis e machucam-nos opiniões/cometários carregados de inveja e vingança. Estão neste caso declarações do economista João César das Neves ao afirmar que aumentar salário minino “é estragar vida aos pobres”. Pelo menos pudor e vergonha exige-se a este cavalheiro. Quatro paredes caiadas, pão e vinho sobre a mesa, foi casa portuguesa inventada por Salazar. Hoje não. Já se fala em violência. Começo a acreditar. Na mesma linha o ex-seleccionador, Carlos Queirós, após o apuramento de Portugal descarregou a sua inveja/vingativa em cima de Cristiano Ronaldo utilizando a ironia “Parabéns porque, se tivesse jogado com a Espanha à altura das suas responsabilidades como o fez nesta eliminatória com a Suécia, então teríamos seguido em frente” E porque não o motivou e criou condições, como líder, para que CR7 tivesse este rendimento? A culpa é sempre dos outros. Reconheceu finalmente a sua incapacidade para a função. Na 1ª mensagem de paz do seu pontificado, o Papa Francisco rejeita uma economia de exclusão e desigualdade e ataca a “nova tirania” do capitalismo sem limites, criticando os mega salários e grandes bonus que são sintomas de uma economia baseada na ganância e desigualdade. O que me preocupa é que os primeiros elogios à coragem do Papa venham de sectores que implementam a tal “economia que mata”. De duas uma; ou concordam e irão promover políticas contrárias às denunciadas ou estarão a preparar-lhe “alguma” objectivando a sua eliminação da chefia da Igreja. Inclino-me para esta a última hipotese. Completou o sonho de Luther King. Herói na luta contra o segregacionismo racial. Grande até na morte. Só foi possivel com Mandela. Winny Mandela (a sua ex-mulher) beijou a actual, graça Machel. Foi capaz ainda de unir dois inimigos históricos. O Presidente Obama apertou a mão do Presidente Cubano Raul Castro. Há 50 anos que não acontecia. E andamos nós aqui armados em arrogantes importantes apregoando por todo o lado razões egocêntricas, para posicionar o nosso umbigo em posição de destaque. Que pobreza. Que o Menino Jesus equilibre os nossos espíritos. Boas Festas.
Francisco Costa Técnico de arbitragem