Da semana que passa ficam sob suspeita:

. Os derrotados a 29 de Setembro. Tardam em recompor-se da embrulhada em que se meteram, em claro desrespeito pela vontade popular. Até fazem crer que as eleições serão repetidas, tal o número de casos detectados. Depois dos sacos de arroz, das viagens de Jersey e do papo seco com molho, descobrem violações da lei eleitoral e com jeito, ainda reclamarão que a tinta que deu vitória às novas forças se evaporou. Pelo paleio produzido, sempre com base em processos em curso resultantes das habituais queixinhas eleitorais do PSD, não se conformam com os equilíbrios ditados pelo povo soberano. Maus hábitos.

. Os borlistas. Criados num regime que sobrevive à custa das dependências institucionalizadas, reclamam do custo de quase tudo e ontem voltaram a terreiro por causa da novidade ter preço. Cinco euros para entrar no ‘Museu’ de CR7, que na prática é uma galeria de troféus, nem é caro. Até porque só lá vai quem quer. Caro será ver pedincha acampada na zona, embora a de ontem fosse selecta.

. Os burlões. Consta que pediram balúrdios a Cristiano Ronaldo para que pudesse instalar o seu ‘Museu’ num espaço público digno, mais central e amplo. Não é que ele não possa. O que está em causa é o princípio. Essa história de pedir fundos à cabeça para garantir sustento à Fundação é de um provincianismo ridículo. Até os milionários perceberam que já deram para tamanho peditório.

. Os alertas meteorológicos. São para levar a sério, mas começam a funcionar como alívio de consciência de quem tem responsabilidades na matéria. Uma vez feitos não podem motivar alheamentos técnicos, nem alienação política. E já agora, para quando docas secas nas marinas?

. As foleiras. As bocas e as atitudes. As de tremendo mau gosto e reveladoras de um oportunismo saloio são quase sempre protagonizadas pelos suspeitos do costume. Nem com a morte de Mandela ganharam respeito pela diferença. Nem com o gesto de Ronaldo se resumiram à sua insignificância. Terão emenda?