Sérgio Potier Acusar pessoas ou governantes de racistas é fácil, mas o que se denota é falta de desconhecimento dos factos políticos a nível internacional. O problema, é que muitas vezes a política tem de se sobrepor à geopolitica e vice-versa. Cada momento político ou geopolítico, é como a água de um rio que corre no seu leito, mas a água nunca é a mesma. O racismo, só existe para quem tem complexos de superioridade, pois a sua definição, consiste precisamente ,na superioridade de uma raça ou etnia sobre a outra, além de que, o racismo não tem formas, e se as têm, a semântica devia ser outra. Mas, partindo do principio de que há formas de racismo, então não podemos deixar de mencionar o RACISMO SUBTIL, aquela forma de racismo diferente da forma tradicional, em que ninguém é racista por fora mas é racista por dentro. Ou seja, aquele(a) que não têm coragem de afirmar-se abertamente como racista, porque a autoridade que legitima o anti-racismo provém da lei. E violar a lei não é proibido, mas a verdade, é que, a maioria dos indivíduos, os cidadãos, não está interessado, nem disposto a sofrer a sanção da norma. O medo jurido e social impera. Para terminar, apenas quero afirmar que, é bom lembrar, que não vivemos num mundo abstracto, e como dizia o poeta, não há machado que corte a raiz ao pensamento. O RACISMO SUBTIL existe, tal como existe o RACISMO TRADICIONAL. Mas, será conveniente não confundir racismo com defesa de nacionalismo, ou seja, defender os interesses da diáspora a nível diplomático, e que não é qualquer um que está habilitado para os discutir ou problematizá-los, mas antes e apenas, têm como objectivo, fazer política interna da mais baixa e reles, sem respeitar os mortos.