Numa semana, onde F. C. Porto e Benfica falharam a tão desejada passagem à próxima fase da Liga dos Campeões, muitas foram as razões invocadas, para justificar este insucesso, sendo as mais utilizadas, como sempre, o árbitro e o azar. “Ah, que azar, quatro bolas nos ferros e um penalty falhado” diziam os portistas, “aquele árbitro, marcou três grandes penalidades (mesmo falhando duas) e expulsou três jogadores, permitindo a vitória do Olympiakos e consequentemente o afastamento do nosso clube”, diziam os do Benfica. Como na grande maioria das vezes, a paixão pelos clubes faz com que as pessoas percam o discernimento e a análise racional dos factos, justificando os insucessos das suas equipas, em fatores, normalmente, impossíveis de serem controlados, rejeitando assim, qualquer tipo de responsabilidade no resultado final. Começo por dizer, que a prestação destas duas equipas na edição deste ano da Liga dos Campeões, foi o reflexo da sua participação no Campeonato Nacional. A grande diferença, é que a falta de qualidade existente na liga Portuguesa, permite-lhes ganhar a maioria dos jogos, mantendo-as na luta pelos títulos disputados. A mim, adepto confesso do F. C. Porto, não me compete opinar sobre as razões que justificam, a pobreza das últimas prestações do meu clube, talvez, por estar bem habituado, só interessa-me ganhar, mas nunca de qualquer forma. Quem não ganha um único jogo em casa, com equipas como o Zenit (grupo de bons jogadores) ou o Áustria de Viena, não merece ter sorte, ou que o árbitro se enganem a nosso favor. Frustração sim, devem sentir os adeptos do Nápoles que não passaram somando 12 pontos, e em igualdade pontual com Dortmund e Arsenal. Por isso, é importante que deixemos de atribuir culpas a tudo e a todos, e que enquanto adeptos, “assumamos” a responsabilidade dos erros dos nossos clubes, e que consigamos ver nos outros, o mérito das suas conquistas. Parabéns ao Sporting e aos seus adeptos pelo momento, merecem-no totalmente, mas senhor Presidente, beba da humildade do seu treinador, e não queira chegar agora ao autocarro e ir logo à janela.

Bruno Abreu