Por força da Lei, as Câmaras Municipais e o Governo Regional terão de apresentar os seus planos e orçamentos para o exercício de 2014, até ao final do corrente mês. A questão que se coloca é: o que podem esperar os madeirenses ao nível concelhio e regional destes orçamentos relativamente à melhoria da sua qualidade de vida? A fazer fé nas notícias que entretanto vão sendo publicadas e por declarações proferidas pelos vários intervenientes, não trará, em muitos casos, nada de bom para os já difíceis orçamentos familiares e para a gestão das pequenas e médias empresas geradoras de muitos postos de trabalho. Na minha opinião e na do MPT, a elaboração destes orçamentos deveria constituir um momento nobre para os partidos e políticos cumprirem seriamente as promessas feitas aos eleitores em campanha eleitoral, por exemplo que a prioridade no controle do défice deve ser pelo lado do corte nos gastos supérfluos da máquina da administração pública e local em benefício das áreas sociais de apoio às famílias, aos mais necessitados e à pequena e média economia. Temos assistido a discursos muito bem elaborados, a favor das famílias, dos direitos das classes trabalhadoras, do incentivo à criação de emprego, mas, infelizmente o que verificamos na prática são constantes e enormes medidas de austeridade que atingem invariavelmente os mesmos, os que trabalham por conta de outrem. Por isso, está na hora dos governantes em funções executivas, todos eles, ao nível local e regional darem prioridade às pessoas. Os orçamentos devem privilegiar a vertente social, cortando até ao limite tudo o que é considerado gastos desnecessários. Em suma, colocar a qualidade de vida das famílias, o crescimento económico e a criação de emprego em primeiro lugar, deve ser a estratégia a seguir quer nos orçamentos municipais, quer no regional. Basta de sacrifícios!

João Isidoro Gonçalves Presidente do MPT-M