1. No dia 17 de Julho de 2007, no âmbito de uma actividade partidária, e na qualidade de porta-voz do BE, proferi declarações públicas onde fazia diversas considerações de teor político sobre a inexistência de um regime de incompatibilidade e impedimentos para os titulares de cargos políticos, nomeadamente deputados regionais, em linha com o que existe a nível nacional. Nessa realização, vinquei a necessidade de combater os gastos a mais nas obras públicas que ocorrem, frequentemente, com claro e evidente prejuízo para os cidadãos contribuintes. Neste âmbito fiz uma referência, em minha opinião, lateral e absolutamente secundária, à empresa Tecnovia Madeira cujos administradores, invocando ofensa a pessoa colectiva, procederam judicialmente contra a minha pessoa. Para que não restem dúvidas, declaro que as considerações que na altura fiz, foram de índole política e nunca pretendi colocar em causa a credibilidade e honorabilidade da Tecnovia Madeira nem quis imputar qualquer conduta ilícita ou imprópria aos seus administradores. Estou convicto que este episódio não beliscou em nada a honorabilidade da empresa e respectivos responsáveis.

Contudo, se, inadvertidamente, causei algum prejuízo ou melindrei alguém, lamento profundamente reafirmando que nunca foi essa a minha intenção. 2. Após esta declaração, regressamos a um tema bem actual: as organizações representativas dos magistrados judiciais e do Ministério Público e doutros operadores judiciais chamam a atenção para as graves consequências que poderão advir dos cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014. Todos os cortes são sempre justificados pelo combate ao défice e à dívida. Mas com tanto corte nos salários, nas pensões e nas prestações sociais, a dívida pública continua imparável: com a coligação de direita a dívida pública cresceu quase 1,5 mil milhões por mês, 54 milhões de euros por dia, mais de 2 milhões de euros por hora. Tanto sofrimento causado, tanta vida destruída, para quê?! Está na hora de o Governo ir embora!

Roberto Almada