Ao ler recentemente um artigo de José Almeida*, decidi dedicar este artigo a um tema tão importante nos dias que correm. Liderar é sem dúvida uma “arte”, mas ser liderado também exige muita “arte”. Ouvimos opiniões sobre o funcionamento das empresas privadas de sucesso, comparadas com as organizações públicas, denegrindo-se estas últimas como sendo “preguiçosas” e muito pouco rentáveis. Alguns até colocam em questão a utilidade de algumas delas. Será isto verdade? Não me parece, pois conheço bons e maus exemplos em ambos os casos. Para mim, a diferença estará sempre nas “lideranças” (prefiro o plural, pois, como líder, sempre segui a teoria da liderança partilhada). Os líderes podem nascer com esse talento, mas também podem ser preparados para esse desempenho. Para ser bom líder não basta ter visão, é imperioso que saiba gerir pessoas, ouvindo, partilhando, dando feedback permanente, estimulando, dando apoio e ELOGIANDO. O mais difícil é manter a organização alinhada com a liderança de topo. Na opinião de Almeida, existem alguns passos que os líderes podem seguir para minorar este problema: “ (1) discutir abertamente todos os problemas que existem com os membros de equipa e com as chefias de topo; (2) decidir se está nas nossas mãos resolver o problema - se estiver, devemos colocar o processo de resolução em andamento e se não estiver, devemos colocar a questão a quem de direito; (3) fazer com que todos se alinhem pelas decisões tomadas ao nível superior para a resolução do problema”. Na verdade, manter as organizações alinhadas exige um trabalho árduo e permanente das lideranças e de todas as equipas de colaboradores, mas os resultados podem ser tão bons, tanto nas empresas privadas, como nas organizações públicas.

“É melhor uma organização alinhada por uma decisão menos eficaz do que uma organização desordenada, à procura da solução ideal”. *http:/www.ideiasedesafios.com/desafiar-a-lideranca-ou-liderar-desafiando/

Carlos Gonçalves