Da semana que passa ficam sob suspeita:

Os presidentes cessantes das assembleias municipais. Ingratos. Então? Despedem-se sem convidar o chefe do Governo para o vosso último acto, que também é o primeiro daqueles que foram eleitos? Ele que tudo vos deu foi mesmo ignorado, como se queixa, ou fez-se esquecido?

Os governantes com mau perder. Mesmo convidados, faltam às tomadas de posse das câmaras que mudaram de cor. Sexta-feira, dois estavam em Lisboa, outro na ilha de Reunião e os que andavam por aí não sabiam onde se meter. Se não há secretários que cheguem façam-se representar por um mestre cerimónias, um contínuo ou um abre portas. Mas deveria ser obrigatório que quem fez campanha e promessas em cada concelho desse a cara neste momento de mudança.

Os saldos positivos. Desconfiem das contas daqueles que se gabam deixar dinheiro em caixa e poupanças nunca vistas. É que ninguém sentiu até agora o efeito de tamanha boa gestão da coisa pública nas facturas domésticas, por exemplo, da água ou da luz. E é isso que faz toda a diferença.

O deputado de Jardim. Faz lixo onde não deve, finge saber o que não domina e quando disparata sacode responsabilidades. Costas largas dá nisto. Ou naquilo.

Os empata privatizações. Dizem que este não é o momento indicado para o Governo se desfazer de participações. A tese só vale para o JM, pois se a empresa for a HF, a ANAM ou a Cimentos já não há drama. Um chá de coerência não vos fazia mal.

Os sem vergonha. Os deputados da ALM cúmplices do crime organizado são avessos às regras só porque em determinadas organizações a resolução de problemas vai afectar pessoas e famílias. Se a lógica fizesse escola devia ser bonito. O combate ao banditismo teria os dias contados. Há ou não gente, alguma inocente, nas redes de tráfico de droga e de armas?