Da semana que passa, ficam sob suspeita:

As autoridades regionais de turismo. Muitos nem deram por isso, por já ser hábito, mas quem foi à conferência do ‘Expresso’ no Funchal, intitulada ‘Turismo, tanto para oferecer, tanto para fazer’ notou que quem gere o sector não quis saber do assunto, talvez por ter “tanto para fazer” no cabeleireiro, no ginásio ou na Internet. A entrada até era livre e quem lá foi percebeu que a Primavera Árabe, que tanto turista tem trazido à ilha, não vai durar sempre!

Exploradores de complexos. Marítimo e União querem ficar a mandar nas instalações desportivas da Ribeira Brava. Assim, sem custos e mesmo com lagartas na erva, que venham elas pois as beneméritas instituições terão remédio para todos os males. O súbito interesse só pode decorrer de um qualquer insuspeito relevante altruísmo pois quanto à gestão de espaços desportivos, as provas dadas são eloquentes. O primeiro clube prometeu uma arena no centenário que já lá vai, mas ainda nem conseguiu acabar o estádio que lhe caiu nas mãos, enquanto o segundo não foi capaz de dotar o complexo que os contribuintes também pagaram das condições mínimas para poder realizar jogos oficiais.

Luís Filipe Malheiro. Depois de não ter votado nas ‘directas’ e assim ter perdido a oportunidade de mudar o que continua a ser o problema, teve um desabafo que a ser feito por alguém da costa norte era meio caminho para a expulsão. “Se a ideia é destruir, então não seria melhor fechar portas de vez e chamar uma imobiliária qualquer para vender pelo melhor preço?!”, alertou no seu blogue. Não se percebe porque voz tão destemida não tem assento na Comissão Política do PSD-M.

O volta à ilha. Consta que está de volta e não vai sair de novo tão cedo, mesmo que haja na agenda europeia uma tentadora, mas trabalhosa, conferência das Regiões Ultraperiféricas na ilha da Reunião. O turista vai ficar uns tempos por cá, ao que o DIÁRIO apurou, a dar cabo da paciência dos militantes, naquela que será a terceira ronda pelas freguesias. Do mal, o menos. Sempre é melhor ouvir o que o povo farto de ofensas tem a dizer do que fiar-se naquele ‘papel’ pidesco elaborado pelo contínuo de serviço.

Os mal cheirosos. Os nossos governantes julgam que a malta não tem memória. Em tempo de campanha vão à festa do pêro prometer aumentos no preço a pagar pela banana. Depois das eleições, avalizam 5 milhões de euros à GESBA. Assim é fácil, mas dá nas vistas. Antes de 29 de Setembro prometeram acabar com o mau cheiro na Calheta. Depois, irritam-se com notícias que dizem ser repetidas sobre uma ETAR que não funciona e que dá cabo da saúde pública e da paciência. Que será dos vossos narizes quando o vizinho hotel “estruturante” de Avelino Farinha estiver quase pronto?