É evidente que os sacrifícios impostos, não resolveram nenhum dos graves problemas Aproxima-se a data de entrega do orçamento de estado para 2014, sucedem-se as declarações a confirmar um brutal conjunto de medidas para supostamente reduzir no próximo ano os valores do défice e atingir os compromissos assumidos com a Troika, dando a falsa ilusão que sem mudar de programa, Portugal é diferente de outros países assistidos e conseguirá cumprir os objetivos. Em conjunto com o orçamento para 2014, como tem vindo a ser habitual nos últimos anos, o governo entregará o segundo orçamento retificativo para 2013. Mantendo em vigor as medidas do orçamento de 2013, o governo anuncia novas regras há meses acordadas com a Troika, que atingem novamente os trabalhadores, principalmente os da administração pública e os aposentados. Das várias medidas anunciadas destaco o aumento da idade da reforma nos setores público e privado, o corte no valor das pensões atingindo os anteriores, os atuais e os futuros reformados, uma nova redução de vencimentos nos trabalhadores do setor publico a juntar à imposição unilateral do aumento do horário de trabalho, sem o correspondente aumento remuneração, reduzindo desta forma o valor hora de trabalho. Ao longo do período de assistência financeira e apesar das medidas de austeridade adotadas o país tem mantido um défice elevado e uma crescente dívida pública. Segundo dados do conselho económico e social entre 2009 e 2010 o défice público estava perto dos 10%. Em 2011 apesar das medidas adotadas o défice rondava os 8 %, e a divida publica ultrapassava os 100% do PIB, dados reforçados pelo Eurostat quando aponta que entre 2006 e 2010 a divida pública passou de 69,4% para 94 % do PIB, aumentando em 4 anos 24,6 % e entre 2010 e 2012 essa mesma divida pública passou de 94% do PIB para 123,6 % do PIB ou seja verificou-se em dois anos um aumento de 29,6%, prevendo-se que ate final de 2013 possa atingir os 130 % do PIB. Perante estes dados é evidente que os sacrifícios impostos, não resolveram nenhum dos graves problemas económicos com que se confronta o Pais. A política cega de cortes salariais, a redução dos direitos laborais, o aumento de impostos e dos bens de consumo, as alterações às leis laborais, o corte nas reformas, a desestruturação económica do País, levou a insolvência generalizada de pequenas e médias empresas e conduziram o País, a um empobrecimento generalizado assente num estado cada vez mais fraco e assistencialista. Segundo o relatório da Federação Internacional da Cruz Vermelha refere, que na Europa, as medidas de austeridade adotadas nos últimos anos sobretudo nos países assistidos financeiramente, são responsáveis pelo aumento da pobreza, aumento vertiginoso do desemprego, onde se destacam 26 milhões de desempregados, sobretudo jovens, um aumento progressivo da exclusão e das desigualdades sociais, aprofundando o desespero, a incerteza e a insegurança das pessoas em relação ao futuro, colocando em risco o tradicional modelo europeu, com consequências imprevisíveis a médio e a longo prazo. Certamente não é este o caminho que queremos seguir e que sonhamos para os nossos filhos. Juan Carvalho

É evidente que os sacrifícios impostos, não resolveram nenhum dos graves problemas

Aproxima-se a data de entrega do orçamento de estado para 2014, sucedem-se as declarações a confirmar um brutal conjunto de medidas para supostamente reduzir no próximo ano os valores do défice e atingir os compromissos assumidos com a Troika, dando a falsa ilusão que sem mudar de programa, Portugal é diferente de outros países assistidos e conseguirá cumprir os objetivos. Em conjunto com o orçamento para 2014, como tem vindo a ser habitual nos últimos anos, o governo entregará o segundo orçamento retificativo para 2013. Mantendo em vigor as medidas do orçamento de 2013, o governo anuncia novas regras há meses acordadas com a Troika, que atingem novamente os trabalhadores, principalmente os da administração pública e os aposentados. Das várias medidas anunciadas destaco o aumento da idade da reforma nos setores público e privado, o corte no valor das pensões atingindo os anteriores, os atuais e os futuros reformados, uma nova redução de vencimentos nos trabalhadores do setor publico a juntar à imposição unilateral do aumento do horário de trabalho, sem o correspondente aumento remuneração, reduzindo desta forma o valor hora de trabalho. Ao longo do período de assistência financeira e apesar das medidas de austeridade adotadas o país tem mantido um défice elevado e uma crescente dívida pública. Segundo dados do conselho económico e social entre 2009 e 2010 o défice público estava perto dos 10%. Em 2011 apesar das medidas adotadas o défice rondava os 8 %, e a divida publica ultrapassava os 100% do PIB, dados reforçados pelo Eurostat quando aponta que entre 2006 e 2010 a divida pública passou de 69,4% para 94 % do PIB, aumentando em 4 anos 24,6 % e entre 2010 e 2012 essa mesma divida pública passou de 94% do PIB para 123,6 % do PIB ou seja verificou-se em dois anos um aumento de 29,6%, prevendo-se que ate final de 2013 possa atingir os 130 % do PIB. Perante estes dados é evidente que os sacrifícios impostos, não resolveram nenhum dos graves problemas económicos com que se confronta o Pais. A política cega de cortes salariais, a redução dos direitos laborais, o aumento de impostos e dos bens de consumo, as alterações às leis laborais, o corte nas reformas, a desestruturação económica do País, levou a insolvência generalizada de pequenas e médias empresas e conduziram o País, a um empobrecimento generalizado assente num estado cada vez mais fraco e assistencialista. Segundo o relatório da Federação Internacional da Cruz Vermelha refere, que na Europa, as medidas de austeridade adotadas nos últimos anos sobretudo nos países assistidos financeiramente, são responsáveis pelo aumento da pobreza, aumento vertiginoso do desemprego, onde se destacam 26 milhões de desempregados, sobretudo jovens, um aumento progressivo da exclusão e das desigualdades sociais, aprofundando o desespero, a incerteza e a insegurança das pessoas em relação ao futuro, colocando em risco o tradicional modelo europeu, com consequências imprevisíveis a médio e a longo prazo. Certamente não é este o caminho que queremos seguir e que sonhamos para os nossos filhos.

Juan Carvalho